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O Estado de S. Paulo

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Força-tarefa dos bancos tenta evitar quebra de empresas:

Após um forte aumento das recuperações judiciais, que envolveram negócios bilionários como a Oi e a Sete Brasil, bancos criaram equipes especializadas em ajudar na reestruturação da companhias antes que sua situação financeira se torne insustentável

Depois de amargarem perdas com a deterioração financeira de grandes empresas, que entraram em recuperação judicial ou estão envolvidas na Lava Jato, os maiores bancos privados do País – Itaú, Bradesco e Santander – começaram, nos últimos meses, a se organizar para evitar uma crise ainda maior. A preocupação é que essa onda de recuperações se intensifique e provoque um efeito cascata de estragos na já combalida economia do País.

Com equipes especializadas, esses bancos criaram departamentos totalmente focados na reestruturação de médias e grandes empresas. A ideia é trabalhar de forma preventiva, antes que o problema leve mais companhias a um processo de recuperação judicial ou falência – o que é prejudicial taInstituições criaram equipes especializadas em ajudar na reestruturação das companhias antes que a situação financeira se torne insustentávelmbém para o balanço dessas instituições, que no último ano tiveram de fazer provisões para perdas bilionárias. Os casos mais emblemáticos foram os da Oi, com dívidas de R$ 65 bilhões, e da Sete Brasil, criada para entregar sondas para a Petrobrás, com débito de R$ 20 bilhões.

Fontes de mercado afirmam que há uma “watch list” (lista de monitoramento) de cerca de R$ 300 bilhões em dívidas de médias e grandes empresas na mira de bancos para reestruturação. Esse valor exclui a dívida da Oi e parte das renegociações de dívidas já feitas por algumas das empresas do grupo Odebrecht.

Seleção. A qualquer sinal de alerta sobre a saúde financeira de empresas, seja pela piora de indicadores do balanço ou por atrasos em contas (dívidas ou impostos, por exemplo), as equipes de reestruturação desses bancos entram em ação para tentar estancar o problema de forma preventiva.

“Queremos nos antecipar ao problema”, diz Eduardo Armonia, diretor responsável pela área de reestruturação e recuperação de crédito de atacado do Itaú. “A queda da rentabilidade de uma empresa ou atraso de pagamento já acendem um alerta para o banco.”

Diante de uma grande quantidade de empresas em dificuldades – seja por causa da crise econômica ou por causa da Lava Jato -, o time de reestruturação dos bancos inicia o pente-fino pelos setores nos quais as instituições têm maior exposição. Nessa lista estão os segmentos de construção, infraestrutura, varejo, revenda de carros e mercado imobiliário.

Partindo dos setores, esses executivos afunilam as análises até chegar às empresas mais frágeis. Em alguns casos, as companhias não têm noção da realidade que vivem e precisam ser alertadas pelos bancos, diz o vice-presidente do Bradesco, Domingos Abreu, responsável pela área de crédito e reestruturação.

Com esse diagnóstico em mãos, as instituições financeiras oferecem um “pacote de ajuda”, que vai desde tomar ativos como garantia e alongar as dívidas até buscar um novo investidor para injetar capital na empresa.

Em muitas situações, a venda de ativos é a melhor saída. Foi o que ocorreu com a Renova Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica do País. A empresa rolou uma parte de seus débitos e vendeu ativos para honrar compromissos. Inicialmente a reestruturação buscava um sócio para capitalizar a empresa – o que foi adiado com a venda de um parque eólico por R$ 650 milhões.

Outro que está em reestruturação é o grupo Rossi, que tenta evitar o mesmo caminho da concorrente PDG, cuja recuperação judicial é dada como certa. Fontes afirmam que o grupo renegocia o alongamento das dívidas e está em conversas para dar imóveis como garantia. A empresa não quis se pronunciar.

Escalada. A mudança de postura dos bancos é explicada pela rápida escalada dos pedidos de recuperação. Só no ano passado, 1.863 empresas entraram com pedidos na Justiça – volume 44% superior ao de 2015, com 1.287 ocorrências. “Criamos essa estrutura em 2015 por causa da piora na economia, do aumento das recuperações e da Lava Jato”, diz Gustavo Alejo Viviani, superintendente executivo de negócios de recuperação da área de atacado do Santander.

Para este ano, a recuperação da economia, com a queda dos juros e aumento dos preços das commodities, deve dar algum alívio às empresas. Mas os bancos seguem atentos e querem evitar um déjà vu de 2016.


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Folha de S. Paulo

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Conta de luz não tem taxa extra em fevereiro:

Bandeira verde está em vigor desde dezembro

DA REUTERS

As contas de luz no Brasil em fevereiro terão bandeira tarifária verde,o que significa que não haverá cobrança extra aos consumidores, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica(Aneel).

Segundo a agência,condições hidrológicas favoráveis, que têm ajudado a produção das hidrelétricas no país,possibilitaram a bandeira verde, que sinaliza que não há riscos na oferta de energia.

Quando a oferta é menor, podem entrar em vigoras bandeiras amarela e vermelha, que elevam o custo das contas para incentivar um consumo mais eficiente, segundo a Aneel.

A bandeira está verde desde dezembro-em novembro, a sinalização era amarela.


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DCI (SP)

Category : Notícias

Temer e a Grande Recessão (Artigo – José Luis Oreiro):

Professor do Instituto de Economia da UFRJ

Indicadores de confiança apontam para a continuidade do quadro recessivo

Não obstante os acertos do governo Temer, os quais foram objeto do meu último artigo, ocorreram equívocos importantes na formulação e execução da política macroeconômica, os quais contribuíram para retardar a saída do atual quadro recessivo da atividade econômica.

No rol dos equívocos, o maior deles foi, sem sombra de dúvida, a obstinação do Banco Central sob a direção de Ilan Goldfjan de fazer a inflação convergir para o 4,5% ao ano já em 2017. A aceleração da inflação ocorrida em 2015 – quando a variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) passou de 10% – deveu-se a uma série de choques sobre os preços relativos, cujos efeitos seriam apenas o de produzir uma aceleração temporária da taxa de inflação.

Com efeito, em 2015 ocorreu um forte realinhamento de preços relativos, notadamente o valor das tarifas de energia elétrica (aumento em torno de 50%), o preço dos combustíveis e a desvalorização da taxa nominal de câmbio; choques esses que não voltariam a se repetir no ano de 2016.

Dessa forma, a simples dissipação no tempo dos efeitos dos choques de preços relativos levaria a uma redução expressiva da taxa de inflação, sem a necessidade de um endurecimento adicional da política monetária. Além disso, a aceleração da inflação ocorrida em 2015 acabaria por reduzir a renda real dos trabalhadores, gerando uma contração significativa da demanda agregada, tornando mais difícil o repasse da desvalorização cambial e do aumento dos custos com energia e combustíveis para os demais preços da economia. Por fim, a crise fiscal nos estados somada com a redução dos gastos de investimento da União e das estatais (notadamente a Petrobrás) terminariam por gerar retrações adicionais na demanda agregada, ampliando assim o hiato do produto e, dessa forma, a intensidade do processo desinflacionário.

Todas essas informações estavam à disposição da nova diretoria do Banco Central do Brasil em meados de 2016. No entanto, a primeira flexibilização da política monetária só ocorreria em novembro desse ano, e numa magnitude inexpressiva, uma redução de apenas 0.25 ponto porcentual na taxa Selic. Dessa forma, a manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano durante a quase totalidade do segundo semestre significou, na verdade, um endurecimento na condução da política monetária, pois a taxa real de juros aumentava a cada queda da inflação acumulada ao longo dos últimos 12 meses.

O resultado dessa política foi, por um lado, a retomada do processo de valorização da taxa de câmbio, o qual anulou boa parte do ajuste cambial em 2015, o qual estava começando a dar seus primeiros frutos em termos de aumento das exportações de manufaturados.

Por outro lado, o aumento da taxa real de juros contribuiu para a contração do crédito bancário e para o aumento da inadimplência das pessoas físicas e jurídicas, fazendo com que o processo de desalavancagem em curso na economia brasileira se tornasse mais lento e custoso.

Como resultado do endurecimento na condução da política monetária posta em prática por Ilan Goldfjan, a produção industrial continuou em sua trajetória de queda, revertendo assim o otimismo que o impeachment da Presidente Dilma Rouseff havia criado no meio empresarial. Os indicadores de confiança voltaram a se retrair no último trimestre de 2016, apontando assim para a continuidade do quadro recessivo.


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Valor Econômico

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BNDES quer conselheiro profissional em empresas:

A nova política do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a escolha de representantes nas empresas investidas vai dar preferência a conselheiros profissionais, escolhidos no mercado, ao invés de funcionários e diretores da própria instituição de fomento. “O objetivo é ter preferencialmente conselheiros externos [nos conselhos de administração nos quais o banco participa]”, disse ao Valor Eliane Lustosa, diretora da área de mercado de capitais do BNDES.

O banco também vai trabalhar para ter uma atuação mais ativa nas assembleias de acionistas a partir deste ano. Até agora, muitas vezes preferia não se posicionar em assembleias quando não tinha participação relevante na empresa. “Queremos nos manifestar nas assembleias e, junto com outros investidores institucionais, apoiar conselheiros profissionais atuantes e competentes que vão ser cobrados pelo desempenho deles sempre no melhor interesse da empresa”, disse Eliane.

Com as medidas, o BNDES busca melhorar a governança das empresas nas quais participa. Via BNDESPar, seu braço de participações, o banco tem no portfólio cerca de 280 companhias investidas. “A BNDESPar é hoje o maior investidor institucional do Brasil em renda variável”, disse Eliane. No total, a BNDESPar tem R$ 80 bilhões em equity. O BNDES não informou em quantas das 280 empresas da carteira da BNDESPar o banco tem participação no conselho de administração. Até agora foram indicados 19 conselheiros profissionais para diferentes empresas, entre as quais JBS, Vale, Eletrobras, Copel, Cemig, Eletropaulo e CEG.

A política de conselheiros se insere no acompanhamento do investimento, um dos pilares da BNDESPar. O banco quer assegurar que os investimentos da carteira estão sendo devidamente geridos. Ao fazer esse acompanhamento, o BNDES espera incentivar empresas de capital fechado a ter requisitos de gestão e governança para abrir o capital. O banco também tem preocupação de que as empresas da carteira gerem valor que, em algum momento, vai ser desinvestido. “Existe naturalmente perspectiva de uma reciclagem [na carteira]”, disse Eliane.

Até a atual diretoria do banco tomar posse, em maio de 2016, os conselheiros indicados eram um “mix” entre pessoas de mercado e funcionários do BNDES. A tendência é que se caminhe para conselheiros profissionais. “Ainda temos alguns conselheiros [em empresas investidas] que são funcionários do banco e não recebem [remuneração].” A remuneração a funcionários e diretores do BNDES nomeados para conselhos é vedada por norma interna do banco.

Eliane disse que a percepção é que os diretores e funcionários do BNDES têm agenda pesada e o conselheiro precisa de tempo para se dedicar aos temas da empresa que representa. Segundo ela, a política passa por indicar conselheiros que possam agregar valor à empresa. Dependendo das necessidades de cada companhia, a vaga de conselheiro pode requer uma pessoa com perfil mais voltado para compliance (conformidade), governança, finanças ou sustentabilidade, disse Eliane. Uma vez feita a indicação, o BNDES fará um monitoramento da atuação do conselheiro no mínimo a cada três meses.

“Vamos acompanhar a atuação do conselheiro, passar a ele nossas preocupações. Ele deve ter lealdade para com a empresa, não é um representante do BNDES. Terá que zelar pelo melhor interesse da empresa da qual é conselheiro. Mas, mesmo assim, isso não impede que levemos a ele nossas preocupações como, por exemplo, que se discutam temas como política de sucessão, de doação e de dividendos”, disse Eliane. Por esse modelo nas companhias abertas, a avaliação dos conselheiros indicados pelo BNDES será constante para identificar, na próxima eleição para o conselho, se a pessoa teve uma performance adequada.

Nas indicações, o banco considera ainda requisitos de conflitos de interesse. O BNDES vai apoiar iniciativas que privilegiem um conselho de administração profissional, atuante. “O conselho tem que ser lugar de contraditório, que contribua para o debate.” Assim, o conselheiro independente não pode ser o melhor amigo de golfe do executivo ou do controlador, disse Eliane. “Não basta ser ministro ou ter nome relevante [para ser conselheiro], mas sim ter a distância necessária para questionar a administração ou o controlador.”


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O Globo

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Mais um diretor indicado para Itaipu fere norma de Temer:

Nome definido para diretoria de coordenação foi de diretório do PSD

-BRASÍLIA- Assim como ocorre no caso da diretoria administrativa, a indicação anunciada pelo governo Temer para a diretoria de coordenação de Itaipu também fere a Lei das Estatais. Ramiro Wahrhaftig integrou o diretório estadual do PSD até maio de 2016. Após o GLOBO revelar que a indicação de Rubens de Camargo Penteado, ex-dirigente do PPS, para a área administrativa contraria a lei, a Casa Civil informou que os nomes ainda estão em fase de pesquisa, apesar de já terem sido divulgados antes de forma oficial. No entanto, não disse se a Lei das Estatais será aplicada no caso de Itaipu.

Apesar de também ter ligação com o PMDB, Ramiro Wahrhaftig deve sua indicação a Eduardo Sciarra (PSD), e não ao assessor especial da Presidência da República Rodrigo Rocha Loures (PMDB). Ramiro foi secretário de estado do Paraná e atuou, posteriormente, na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) sob o comando de Rocha Loures.

O caso de Ramiro é similar ao de Penteado, que atuou no diretório do PPS no Paraná até junho do ano passado.