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Valor Econômico

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Captações em outubro:

As captações de empresas no mercado de capitais local somaram R$ 4,787 bilhões em outubro, volume 26,7% inferior ao mesmo período de 2015, segundo a Anbima. Outubro teve a primeira oferta inicial de ações de 2016, feita pela companhia de diagnósticos Alliar, que captou R$ 766,4 milhões. As emissões de debêntures (R$ 3,218 bilhões) representaram a maior parte do volume captado na renda fixa doméstica em outubro, segmento que movimentou R$ 4,021 bilhões. As maiores operações foram da AES Sul Distribuidora, de R$ 1,1 bilhão, e da operação da CPFL Energia, de R$ 620 milhões. (Talita Moreira)


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O Globo

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Impasse pode deixar Maracanã sem luz:

Os clubes do Rio já não sabem mais com quem conversar para mandar partidas no Maracanã. E uma briga entre Governo do Estado e Maracanã S.A. pode prolongar essa situação. Por ora, o estádio está com sob a batuta do governo, mas esse luta com unhas e dentes para se livrar dele.

O Maracanã foi devolvido pelo Comitê Rio-2016 na sexta-feira passada, dia 4, ao governo. E ainda não foi repassado para a concessionária, como alega a própria Maracanã S.A., formada pela empreiteira Odebrecht e pela administradora AEG. O governo diz que intimou anteontem a atual administradora, que tinha 24h para responder. O que não aconteceu. Como o oficio foi feito no final do dia, o governo vai esperar até hoje para tomar as medidas cabíveis.

Segundo o assessoria da Casa Civil do Estado do Rio, se a Maracanã S.A. não reassumir a administração do estádio nos próximos dias, ela estará descumprindo uma obrigatoriedade de contrato e poderá até ser punida por isso.

A briga não para por aí. A administradora, por sua vez, não quer reassumir o Maracanã. Ela já entrou com o pedido de arbitragem do contrato, na FGV e espera que ele saia antes da devolução, o que não deve acontecer. Até lá, os dois lados evitam responder pelo estádio.

FLU X ATLÉTICO-PR SOB RISCO

O jogo do Fluminense, na terça-feira que vem, contra o Atlético-PR, está marcado, mas pode enfrentar um transtorno, caso a luz do Maracanã seja efetivamente cortada. A dívida que o Comitê Rio-2016 tem com Light, de quase R$ 2 milhões, pode atingir o estádio. No final dia 28 de outubro, o Engenhão já tivera a sua energia cortada por meses de atraso nos pagamento durante o período que o comitê estava responsável pelo estádio. O mesmo poderá acontecer hoje.

Há 15 dias a Odebrecht, majoritária no consórcio que administra o estádio, recebe diversas notificações de pedido de quitação ou a luz será cortada. O prazo acabou e nenhuma outra carta foi enviada à empresa dizendo que a situação foi revertida.

O Rio-2016, por sua vez, disse que isso não vai acontecer. Segundo o comitê, quando a luz do Engenhão foi cortada, a empresa negociou a dívida que tem com a companhia de energia e um parcelamento foi acertado. Porém, segundo fontes da Odebrecht, as cartas da Light com a ameaça de corte continuaram a chegar a depois dessa conversa.
A Light ainda não confirmou se vai cumprir de fato o aviso prévio. O Fluminense e a Odebrecht também não se manifestaram oficialmente sobre o risco ao jogo.


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Folha de S. Paulo

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Análise – Eleição é um solavanco no acordo sobre mudança do clima (Marcelo Leite):

Um balde de água fervendo se derramou sobre a Conferência do Clima em Marrakech(COP22) coma vitória de Donald Trump nos EUA. Demorará um tanto, porém, até que se saiba quantas vidas ainda sobram para os gatos escaldados que há 24 anos negociam tratados para conter o aquecimento global.

Desde a adoção da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima, em 1992 no Rio, uma série de fracassos e frustrações não impediu que, há apenas 11 meses, se chegasse ao Acordo de Paris -aquele que Trump prometeu revogar.

O acordo entrou em vigor na sexta (4) e, em Marrocos, precisaria ganhar musculatura. Mesmo incapaz, até aqui, de garantir a metade conter o aquecimento da atmosfera terrestre entre 1,5°Ce2°C, Paris já tem força de lei  internacional para os países que o ratificaram(como EUA e Brasil).

Pela letra do texto, os americanos só poderiam deixar o tratado dentro de quatro anos, quando Trump estará em busca da reeleição. O republicano não conseguirá, portanto, revogá-lo de imediato -mas pode bem ignorá-lo.

O meio de fazê-lo seria desmontar as políticas domésticas avançadas pelo democrata Barack Obama. Trump prometeu acabar com os subsídios para energias limpas (eletricidade solar e eólica), recuperar a queima de carvão (pior combustível fóssil, abundante nos Estados mais conservadores dos EUA) e eliminar a agência ambiental EPA.

Essa plataforma levou a consultoria em inovação Lux Research, de Boston,a projetar que os EUA emitiriam  3,4  bilhões de toneladas adicionais de CO2 caso Trump governe o país por oito anos. Seria 0,4 GtCO2 por ano, um acréscimo de 7,5% sobre os níveis atuais (para comparação, em 2015oBrasilemitiu1,9GtCO2).

Note que, de acordo com o gráfico,não há correlação perfeita entre democratas e decréscimodeCO2 , por um lado, e republicanos e aumento de emissões, por outro.Bill Clinton tinha o “homem-ozônio” AlGore como vice, mas o carbono disparou com ele tanto ou mais do que com George W.Bush, filho legítimo da elite petroleira do Texas.

Para Trump, o aquecimento global constitui uma farsa inventada pela China para prejudicar os EUA e tirar  empregos dos americanos. Mesmo que não seja o caso de levá-lo ao pé da letra, fica difícil imaginar que dê curso à aproximação com Xi Jinping iniciada com sucesso por Obama, a ponto de destravar a negociação internacional.

A reação chinesa não será necessariamente puxar o freio de mão em suas iniciativas para conter emissões de carbono, nas quais já se tornou campeã (28% do total mundial, contra 16% dos EUA).

Diminuir a utilização do carvão como fonte de energia, na ótica de seus engenheiros ditatoriais, representa dupla oportunidade: conter os galopantes índices de poluição urbana, nos quais Pequim só perde para Nova Déli (Índia),
e dominar os setores de energia que mais crescem no mundo, geração eólica (ventos) e fotovoltaica (luz solar).

Trump impôs um tropeço ao pós-Paris. No entanto, a intensidade do impulso adquirido pelas alternativas aos combustíveis fósseis, algo difícil de mensurar em meio à aceleração, é que vai definir se o republicano conseguirá atrasar o mundo todo na rota para uma economia limpa -ou apenas o seu país.


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Isto É Dinheiro

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“Sem o financiamento do BNDES, não haverá infraestrutura” (Entrevista):

Entrevista Venilton Tadini, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib)

É consenso entre empresários e economistas que a retomada do crescimento econômico passará, necessariamente, pelos investimentos em infraestrutura. Em 2016, no entanto, os aportes em energia elétrica, transportes, telecomunicações e saneamento básico estão regredindo ao patamar de 2009. Para virar esse jogo, o governo Michel Temer apresentou 34 projetos que serão colocados à disposição da iniciativa privada. Para o presidente-executivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, as regras do jogo melhoraram muito em relação às estabelecidas pelo governo Dilma Roussef.
Porém, o encolhimento do BNDES é preocupante. “Para termos uma infraestrutura competitiva, precisaremos investir R$ 300 bilhões por ano nos próximos 10 anos, o equivalente a 5% do PIB. Hoje estamos investindo R$ 130 bilhões, ou seja, 2,1% do PIB”, diz Tadini. “Como é que eu vou financiar esse montante sem o BNDES?” Confira a entrevista concedida à DINHEIRO na sede da Abdib, em São Paulo.

DINHEIRO – Qual é o caminho para destravar a infraestrutura no Brasil?
VENILTON TADINI – Infraestrutura não é intestino. Não basta um laxante para que as coisas aconteçam. Falando sério, não é simplesmente ligar uma chave e o motor começa a funcionar. Investimento em infraestrutura é um processo que começa com um bom planejamento de longo prazo. Além disso, é preciso definir as regulações e, não menos importante, a taxa de retorno dos investimentos. Para isso, épreciso ter um estudo de viabilidade muito bem feito, que mitigue os riscos das obras e dos prazos, e simplifique as licenças ambientais e as desapropriações.

DINHEIRO – Essas questões evoluíram?
TADINI-Sim, avançamos muito,pois havia uma desgovernança no governo anterior. Foi fundamental subordinar o PPI (Programa deParcerias de Investimentos) à Presidência da República, e colocar um secretário-exe-cutivo forte, que é o Moreira Franco. O governo envolveu os principais ministérios, as agências reguladoras, o BNDESe a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) em torno de uma unidade de pensamento. Haverá aprovação prévia das licenças ambientais e uma maior facilidade para a iniciativa privada desapropriar imóveis. Outro ponto importante é não limitar a taxa de retorno dos projetos de infraestrutura.

DINHEIRO – Qual deve ser o papel das agências reguladoras?
TADINI – O papel das agências é de regular e fiscalizar os serviços, e não ficar definindo a modelagem dos projetos não vem para a infraestrutura. Epior: não tem como você falar em competitividade da indústria com um câmbio tão valorizado.

DINHEIRO – Qual seria o câmbio ideal?
TADINI- Hoje seria deR$ 3,80. Estamos indo na contramão. O que não pode é chegar a R$ 3,00 de novo. Sem falar na volatilidade. Em 2016, temos o câmbio que mais valorizou no mundo. Em 2015, tivemos o câmbio mais desvalorizado. Eu não consigo estabelecer preço. E um problema para quem toma e para quem aplica. Só gosta quem especula. Se você acelera a redução dos juros, reduz a entrada e a saída de recursos especulativos. Precisamos atrair o capital externo para investir em infraestrutura e não em Selic.

DINHEIRO – O Banco Central foi muito conservador ao reduzir a Selic em apenas 0,25 ponto percentual?
TADINI-Na nossa opinião, sim. Eabsoluta-mente desnecessário esse conservadorismo. Não há problema de excesso de demanda na economia. Para que essa taxa de juros absurda? Estamos matando a vaca para eliminar o carrapato.

DINHEIRO – Com uma taxa Selic em 14% ao ano, como é possível convencer algum investidor a apostar em infraestrutura?
TADINI – Não consegue. Simples assim. A conta não fecha. Como nós fechávamos a conta até recentemente? Com o BNDES.

DINHEIRO – Oferecendo bastante crédito subsidiado…
TADINI – Claro, mas para mim o conceito de crédito subsidiado é diferente do senso comum, que está equivocado. Crédito subsidiado é quando eu empresto a um custo menor do que o custo que eu capto. O crédito do BNDES que vem do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) não ésubsidiado. Há uma falácia nesse debate do subsídio.

DINHEIRO – Mas o Tesouro capitalizou o BNDES em R$ 500 bilhões nos últimos anos.
TADINI – Esse crédito, de fato, é subsidiado.

DINHEIRO – Qual deve ser o papel central do BNDES?
TADINI – O BNDES é uma instituição de fomento, tem um caráter estratégico e tem participado na definição de política pública. Portanto, se esse é o papel dele, não faria sentido o BNDES cobrarjuros de mercado. E também não tem sentido, num momento em que há um ciclo recessivo, uma agência de fomento fazer uma política pró-cíclica. Precisamos de uma maior participação do BNDES com menor taxa.

DINHEIRO – Qual é o volume mínimo de recursos para a infraestrutura?
TADINI – Para termos uma infraestrutura competitiva, precisaremos investir R$ 300 bilhões por ano nos próximos 10 anos, o equivalente a 5% do PIB. Hoje estamos investindo R$ 130 bilhões, ou seja, 2,1% do PIB. Esse volume caiu 15% ao ano nos últimos dois anos. Como é que eu vou financiar esse montante sem o BNDES?

DINHEIRO – Com capital externo?
TADINI – Sim, mas com juros altos e câmbio valorizado, esse capital “O Pedro Parente esta perfeito, fazendo a lição de casa corretamente e sendo ajudado pela recuperação do petróleo” Pedro Parente, presidente da Petrobras

DINHEIRO – Então não faz sentido o BNDES devolver R$100 bilhões ao Tesouro?
TADINI – No meu juízo, isso não tem nenhum sentido. Se o governo precisa de receitas, nossa proposta é a securitização da dívida tributária parcelada com a União. O estoque hoje é —I deR$1,8 trilhão, dos quaisR$90 bilhões já estão parcelados. Descontados repasses para Estados e municípios, sobram R$ 60 bilhões para a União. Desse total, R$ 35 bilhões são de empresas devedoras com bom rating internacional como Petrobras, Vale, Ambev, Bradesco, Itaú e Raízen. Isso não se caracteriza como operação de crédito,mas como antecipação de receita orçamentária. O Estado simplesmente troca títulos, com liquidez por dinheiro imediato. Equivale a venda de um ativo. Isso dá mais deR$30bilhõesporano. Portanto, não faz sentido contrair financiamento público em momento de extrema recessão. Os nossos policy makers estão querendo ser mais realistas do que o rei.

DINHEIRO – Dado que o BNDES terá uma participação menor nos próximos leilões, é o mercado de capitais que vai financiá-los?
TADINI -A resposta énão. Eles imaginam que a debênture de infraestrutura incentivada pode ser captada a uma taxa menor do que a de mercado, em torno de 11%. Legal, é menor que a Selic. Só que há uma exigência de fiança bancária, que custa de 4% a 5%. Isso torna a taxa inviável. Ninguém vaipegar recursos a 16% para financiar projeto com taxa de retorno de 10%. Em resumo: mercado de capitais, sem chance. Recursos externos, com volatilidade cambial, sem chance. E o BNDES está com políticapró-cíclica. Então não adianta o governo avançar em uma série de problemas de regulação se o pano de fundo macroeconômico é incompatível com o investimento em infraestrutura. Onóé o financiamento. Sem ofinanciamento do BNDES, não haverá infraestrutura.
DINHEIRO – Em quanto tempo, após os próximos leilões, os investimentos estarão sendo executados na prática? TADINI – Há alguns projetos prontos para licitação como as linhas de transmissão e aeroportos. Mas se forem licitados agora não haverá nenhum tostão de investimentos antes de julho de 2017.
“Quem errou tem de pagar o preço, mas não podemos destruir a capacidade operacional das empresas. Elas não podem parar’ é estratégica. Mas, em outros segmentos da Petrobras que não são core business, eu sou totalmente a favor de que sejam transferidos para a iniciativa privada. Não há a menor razão para ficar na mão do Estado. O Pedro Parente (presidente da Petrobras) está perfeito, fazendo a lição de casa corretamente e sendo ajudado por uma recuperação do petróleo no mercado internacional. Ele está indo de vento em popa, reduzindo custos, alienando ativos e focando os investimentos corretamente. E só ver a valorização das ações.

DINHEIRO – Qual deveria ser o patamar de financiamento do BNDES? Até 80%? TADINI -Depende de cada projeto. Dependendo da taxa de retorno, você pode ir mais ou menos ao mercado de capitais. Mas isso se estivéssemos em condições normais de temperatura epressão de câmbio e juros. Então hoje o BNDES tem de entrar o máximo que ele puder. Por que eu vou atravessar o pântano com as facas no dente para ver se do outro lado tem jacaré? Sendo que com muito menos esforço eu já saio com sapato de crocodilo, que, no caso, é a taxa Selic. Eu entendo a necessidade de ajuste fiscal e defendo a aprovação da PEC dos gastos e da reforma da previdência. Porém, precisamos de algum elemento que reanime a economia. Caso contrário, quanto maior o ajuste fiscal, menor será a arrecadação do governo.

DINHEIRO – O sr. já conversou sobre esse assunto com a nova presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques?
TADINI – Já. A Maria Silvia está redefinindo as prioridades do banco. Foi importante ela priorizar o saneamento, cujos projetos recebem até 80% de financiamento.

DINHEIRO – As concessões feitas no governo Dilma Roussef estão em dificuldades. Foi culpa da crise ou foram licitações ruins?
TADINI – Tem um pouco das duas coisas. Houve um pouco de voluntarismo e um certo açodamento de alguns investidores que abraçaram taxas de retorno inviáveis. Isso não funciona. Todo mundo comemora o sucesso dos leilões, mas é um voo de galinha. Agora tem de renegociar rapidamente.

DINHEIRO-No governo Dilma, estatais como Inf raero, DNIT e Valec eram colocadas obrigatoriamente nos leilões. Isso agora mudou. Ê positivo para os leilões? TADINI – Claro. Como eu mencionei, nós avançamos em vários itens. Havia o arroubo de fazer o Estado entrar a qualquer preço independentemente da lógica de retorno.

DINHEIRO – O sr. aprova a venda de estatais ou parte delas, como na Petrobras?
TADINI -Acho que a exploração de petróleo

DINHEIRO – Como calibrar a tarifa para investidores e usuários? TADINI-Epreciso analisar caso a caso. Em projetos cujo retorno só se dá através de uma tarifa muito alta, o correto não é uma concessão, mas uma Parceria Público-Privada (PPP). Epreciso definir o modelo ideal para cada projeto. Em resíduos sólidos, por exemplo, só há viabilidade com PPP. Em algumas estruturas de metrô, também. Se uma estrada vai ser construída, talvez seja inviável ser 100% privada. O melhor é PPP. Mas se a estrada já existe, a concessão funciona, pois requer menos investimentos.

DINHEIRO – Qual foi o impacto da Lava Jato na infraestrutura?
TADINI -Afetou mais as construtoras que estavam muito alavancadas num processo de diversificação de investimentos. Isso não significa que não existamplayerspara investir. Basta dar as condições de retorno.

DINHEIRO – Quem fará as grandes obras?
TADINI – O Brasil tem muita capacidade tecnológica na área de construção. E importante que as empresas sejam punidas e, eventualmente, façam acordos de leniência, mas elas não podem parar. Ninguém é favor de passar uma borrachano passado. Quem errou tem de pagar o preço, mas não podemos destruir a capacidade operacional das empresas. Além disso, não é impossível atrair players internacionais na área de construção.