Monthly Archives: novembro 2016

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Valor Econômico

Category : Notícias

Ações do setor elétrico se destacam em carteira de dividendos:

As ações do setor de energia elétrica voltaram a ser destaque nas carteiras de dividendos, junto com os papéis do setor financeiro. O resultado dos balanços divulgados pelas empresas de capital aberto, que ficou mais baixo do que o projetado no terceiro trimestre, e a demora na retomada do crescimento econômico levaram a uma revisão dessas carteiras pelos estrategistas, que veem nesses setores boas oportunidades para quem prefere posições mais defensivas.

As ações de instituições financeiras têm sido mais lembradas em meio à expectativa de analistas com a possibilidade de melhora dos resultados do segmento a partir do próximo ano, em um cenário de retomada do crédito.

Os papéis do setor de energia elétrica, principalmente as ações das companhias ligadas à área de transmissão, voltaram a ser apostas para uma carteira de dividendos após o fim da crise hídrica. “Esses papéis são uma boa opção porque têm receita recorrente”, diz Rafael Ohmachi, analista da Guide Investimentos.

As carteiras de ações que pagam dividendos são escolhidas por investidores com estratégias de longo prazo e que preferem ter uma renda periódica. Elas também são procuradas em momentos de volatilidade maior no mercado financeiro, porque uma das características desses papéis é ter menor oscilação de preço. Para escolher as melhores ações para compor a carteira de dividendos, os investidores também acompanham um indicador conhecido como “dividend yield”, que mede a rentabilidade dos dividendos de uma empresa em relação ao preço de sua ação.

De acordo com cálculos de profissionais do mercado financeiro, as ações com maior “dividend yield” projetados para o próximo ano são as da produtora de relógios Technos, com “dividend yield” de 15,17%; a da Guararapes Confecções (12,77%); a transmissora de energia Taesa (11,58%); a AES Tietê (10,10%); a Smiles (7,85%); a Multiplus (7,74%); a Gerdau Metalúrgica (7,72%); e a Comgás (7,71%).

A Guide Investimentos reviu recentemente as ações que fazem parte da carteira de dividendos. Do setor elétrico ficaram os papéis das empresas de transmissão de energia, como Alupar e Taesa, e a geradora de energia AES Tietê. Também fazem parte da carteira as ações de Smiles e Multiplus. “Optamos por Taesa e Alupar porque têm uma receita que não costuma variar ao longo dos anos”, diz Ohmachi. A escolha pelos papéis da Smiles e da Multiplus ocorreu porque essas companhias não precisarão usar o lucro para novos investimentos, o que preserva o pagamento de dividendos.

A carteira de dividendos da XP Investimentos também foi revista e ganharam importância as ações do setor financeiro. Na carteira da XP estão os papéis do Itaú Unibanco, da BB Seguridade, da BM&FBovespa, do Banco do Brasil e da Vivo. “O setor financeiro deve ter um aumento nas margens de lucro, o custo de captação está menor para os bancos, a inadimplência começou a cair e o crédito deve começar a subir”, diz Celson Plácido, estrategista da XP Investimentos.

De acordo com Plácido, a aposta nas ações do BB considera que o valor dos papéis estava abaixo dos seus pares e pode subir. Em relação às ações da BB Seguridade, Plácido acredita no crescimento da carteira de seguros, já a Vivo pertence um setor regulado e que projeta um dividendo considerado alto para este ano.

A Itaú BBA Corretora também reviu a carteira de dividendos. Mais cautelosa, a carteira da corretora tinha três ações de energia elétrica, agora há apenas uma, a Transmissão Paulista. Outros papéis que compõem a carteira são a Ambev, a Metal Leve, a Vivo e o fundo Kinea Renda Imobiliária. A escolha dos papéis, segundo o estrategista Lucas Tambellini, considera a diversidade de setores cujas empresas têm renda garantida. “Tentamos fazer um mix, buscando previsibilidade no fluxo de caixa e nos dividendos”, diz.

Tambellini também considera que diante da atual situação econômica não deve haver um aumento no pagamento de dividendos. Uma elevação só deve ocorrer se houver um aumento no lucro das empresas no primeiro trimestre do ano que vem. “A demanda continua fraca, as empresas mantiveram as margens de lucro neste trimestre, muito mais pelo corte de custos do que pelo aumento da demanda”, diz.

Segundo dados do Valor Data, de julho a setembro, pela primeira vez em quatro anos, a receita líquida de 278 empresas de capital aberta apresentou queda nominal de 3% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 335,3 bilhões. De maneira geral, a maior parte dos analistas considera que a recuperação do resultado financeiro das empresas dos setores de varejo e imobiliário só deve ocorrer a partir do segundo semestre do ano que vem. Já os setores de serviços e indústria podem esboçar uma reação nos resultados a partir do primeiro semestre de 2017.


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O Globo

Category : Notícias

No enriquecimento (George Vidor):

Se tudo continuar correndo bem, em janeiro deve começar o processo de licenciamento da segunda fase da usina de enriquecimento de urânio da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende. O investimento para que usina atinja uma capacidade de produção de 500 toneladas por ano — o suficiente para abastecer Angra 1,2 e 3, mais os reatores de pesquisa e o que será usado no futuro submarino nuclear brasileiro — é estimado em US$ 510 milhões.

Além do desenvolvimento tecnológico, a conclusão do projeto proporcionará ao país uma economia anual de divisas da ordem de US$ 51 milhões. Esse é o gasto com importação de urânio enriquecido que terá de ser feito para se preparar os elementos combustíveis das usinas nucleares.

O Brasil tem jazidas de urânio natural capazes de suprir a demanda interna e ainda garantir um razoável volume de exportação. Poucos países dominam a tecnologia do enriquecimento de urânio, que é necessário para se transformar o minério em elemento combustível de usinas nucleares que geram energia elétrica. Para esse fim, o urânio é enriquecido a 4,15%, muito menos do que destinado para armamentos (acima de 20%). De qualquer forma, há um controle internacional muito forte sobre usinas de enriquecimento exatamente para se evitar “camuflagem” de programas militares, como acontecia com o Irã antes da assinatura do acordo com os Estados Unidos e países europeus.

A INB é uma estatal que ainda depende de repasses do Tesouro Nacional. Somente com a conclusão da usina de enriquecimento é que a empresa passará a ter completa autonomia financeira. Pela primeira vez desde que foi criada, a INB hoje é presidida por um funcionário de carreira (José Carlos Tupinambá).


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O Estado de S. Paulo

Category : Notícias

Leilão da Celg atrai apenas um interessado:

Apenas uma proposta foi entregue ontem, afirmam fontes; disputa por distribuidora da Eletrobrás marcará a 1ª privatização do setor elétrico no governo Temer

Reuters

Apenas uma proposta foi entregue para o leilão da distribuidora de eletricidade Celg-D, da Eletrobrás, cuja sessão presencial está agendada para a próxima quarta-feira, disse ontem uma fonte com conhecimento do assunto. Os interessados na companhia tinham, até o meio-dia de ontem para entregar as propostas econômicas e a documentação exigida pela licitação, que marcará a primeira privatização do setor elétrico no governo de Michel Temer. A fonte não soube informar quem apresentou a oferta.

Se confirmada a validade da proposta na sessão presencial, que acontece na BM&FBovespa, o leilão movimentará ao menos R$ 1,79 bilhão, dos quais no mínimo R$ 913 milhões irão para os cofres da Eletrobrás e o restante para o governo de Goiás.

O leilão da Celg-D testa o apetite dos investidores por ativos no Brasil em um momento em que ogoverno do presidente Michel Temer pretende emplacar uma série de privatizações e concessões ao mesmo tempo em que o País enfrenta a maior recessão em décadas.

Anteriormente, o leilão da Celg-D havia sido agendado para 19 de agosto, mas acabou adiado dias antes devido à falta de apresentação de propostas por investidores.

O leilão havia sido preparado e agendado ainda antes do afastamento da presidente Dilma Rousseff em processo de impeachment, a um preço mínimo de R$ 2,8 bilhões, o que foi citado por elétricas como GPFL e Energisa como motivo para o fracasso da primeira tentativa de venda.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia afirmou que o processo é coordenado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que não comentou o assunto imediatamente.

Interessados. Em meados de setembro, o governo disse que ao menos sete empresas poderiam avaliar a aquisição da Celg-D, entre as quais a chinesa State Grid (que comprou a fatia da Camargo Corrêa na CPFL),a italiana Enel, a Neoenergia, da espanhola Iberdola, e as brasileiras Energisa e Equatorial.

“A State Grid é a grande favorita, eles são a bola da vez”, disse o diretor da co nsultoria Excelência Energética, Erik Rego.
Em evento em São Paulo nesta semana, o vice-presidente de operação e manutenção da State Grid, Ramon Haddad, disse que a companhia avaliava participar da licitação, mas não deu detalhes.

Ontem, o diretor da Enel no Brasil, Carlo Zorzoli, disse que não comentaria a eve ntual participação porque o processo está em andamento.

Depois da Celg-D, a Eletrobrás pretende vender outras seis distribuidoras de energia elétrica que atuam no Norte e Nordeste. As privatizações foram incluídas no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do governo federal, que também inclui aeroportos, rodovias e outros projetos.

Montante
R$ 1,79 bi é o valor estimado que poderia ser movimentado no leilão, se confirmada a validade da proposta no dia 30. Do total, R$ 913 milhões vão para os cofres da Eletrobrás


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Folha de S. Paulo

Category : Notícias

Análise – Para chegar à agroindústria 4.0, é preciso explorar dados:

O tema da hora, para quem não tem olhos só para Lava Jato e Donald Trump, é a tal de Quarta Revolução Industrial. Ou indústria 4.0, para os iniciados, que no entanto ainda não conseguiram conquistar o devido espaço no debate nacional.
Muito superficialmente, trata-se de mobilizar o acúmulo de dados e a crescente capacidade de processamento e análise das informações nas nuvens digitais para impulsionar a produtividade e a precisão na manufatura e nos serviços.

Parece coisa de ficção científica, num país em que muitas empresas ainda acham que mercados se conquistam cultivando amizade com o rei, superfaturando contratos entre barões e distribuindo propinas na Corte. Ou achavam.

O que pode e deve fazer o Brasil nesse cenário em transformação?

O país parte de uma posição ruim nessa corrida. A crise social, política e econômica que atravessa criou uma enorme ociosidade e drenou recursos e incentivos para aumentar a produtividade.

Considere-se a indústria de base, tradicional esteio das políticas de desenvolvimento por aqui, como no exemplo da siderurgia. Segundo o estudo que William Wills e Shigueo Watanabe produziram para o Instituto Escolhas, “Perspectivas para a Indústria no Brasil”, sua capacidade ociosa está em inéditos 40%, mesmo após a desativação de seis altos fornos.

O país é capaz de produzir 50 milhões de toneladas anuais de aço. No mundo há sobra de 700 milhões de toneladas, 400 milhões apenas na China. Não parecem boas as chances de competir nesse mercado, em especial quando se tem de arrastar o peso morto do chamado custo Brasil.

Um setor em que o país conta com muitas vantagens competitivas é a economia de base natural, agronegócio à frente, graças à grande disponibilidade de sol, água e terras. Em vez de tratar aqui de soja, cana, milho ou algodão, porém, tome-se o caso de papel e celulose.

Com o perdão de ambientalistas que ainda veem no eucalipto uma praga, cabe destacar que sua produtividade em solo brasileiro é a mais alta do mundo. “O país é o quarto maior produtor de celulose, atrás de EUA, China e Canadá, mas o custo de produção aqui é quase a metade do custo naqueles países”, afirmam Wills e Watanabe no relatório.

Embora já utilize considerável base tecnológica, como boa parte do agronegócio brasileiro, o setor ainda tem espaço para novos saltos com recurso mais intenso às ferramentas da digitalização.

PRECISÃO

Por que não pensar numa agricultura 4.0 usando dados de solo, água e clima na plantação? Segundo Watanabe, isso já é feito com vários cultivos, eucalipto e pinho incluídos, mas ainda numa escala bem maior que a do metro quadrado.

O Brasil conta com a Embrapa para refinar ainda mais essas tecnologias, que indicariam com precisão o plantio dos clones mais adequados no momento mais favorável, com base em dados de clima e condições do solo, assim como o micromanejo da irrigação por gotejamento e de fertilizantes ou defensivos.

Pode-se sonhar até com sensores para coletar dados físico-químicos das árvores.

Na outra ponta, as fábricas de papel, já muito automatizadas desde os anos 1980, poderiam conectar-se em redes de informação com a produção de árvores e com o mercado consumidor.

Passariam a fazer um ajuste constante do que produzir com base na demanda monitorada em tempo real -por exemplo, papéis de embalagem customizados.

Esse é só um exemplo, não a salvação da pátria. E, se a produção se expandisse à custa da abertura de novas áreas com desmatamento, ou desalojando pequenos produtores da agricultura familiar, redundaria no oposto do benefício socioambiental que se almeja com a Quarta Revolução.

O correto seria recorrer às florestas plantadas só nas áreas liberadas pela intensificação da pecuária. Esta, de resto, ainda está na era 1.2 (média aproximada de cabeças por hectare no país).

Há muitas modalidades de atraso no Brasil. Para superar a crise que é nossa e acertar o passo com o ritmo do mundo será preciso pensar mais e melhorar o rumo a seguir em cada setor. Repetir as fórmulas desgastadas do velho desenvolvimentismo não vai dar conta do desafio


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DCI (SP)

Category : Notícias

4% (Cifras do Dia):

CIFRAS DO DIA

Foi a queda no consumo de energia em novembro, segundo dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 22 de novembro pela CCEE.