Monthly Archives: dezembro 2016

  • 0

Valor Econômico

Category : Notícias

Chamada de capa – CVM veta Giles na Light:

O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)considerou ilegal a indicação do ex-assessor de Dilma Rousseff, Giles Azevedo, a um assento no conselho de administração da Light, com base na Lei das Estatais. É a primeira vez que a autarquia analisa a aplicação desta legislação no mercado de capitais. B4

 


  • 0

O Globo

Category : Notícias

Cerco contra a propina:

Panamá é o 7º país a cancelar contratos com Odebrecht após assinatura de acordos de leniência

O governo do Panamá anunciou o cancelamento de um contrato de US$ 1 bilhão com a construtora Odebrecht para construção e operação por 50 anos da hidrelétrica Chan II, na costa do Atlântico. O anúncio foi feito na terça-feira, depois que a empreiteira brasileira reconheceu o pagamento de propina a agentes públicos de 12 países, entre eles o Panamá. No mesmo dia, as autoridades suíças revelaram ter documentos que confirmam pagamentos de pelo menos 32,8 milhões de francos suíços (cerca de US$ 31,8 milhões) a um “exmembro de alto escalão do governo do Panamá”, entre dezembro de 2009 e agosto de 2012.

Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos já havia informado que as propinas pagas pela empreiteira brasileira no Panamá alcançaram US$ 59 milhões, entre 2010 e 2014. Nesse período, a empreiteira recebeu US$ 175 milhões por obras no país. O Panamá é o sétimo país da América Latina a anunciar medidas contra a empreiteira depois que os documentos do acordo de leniência da Odebrecht e de sua subsidiária Braskem foram divulgados, semana passada. A lista já inclui México, Peru, Argentina, Colômbia, Equador e Venezuela.

A operação no Panamá é a terceira maior da Odebrecht na região, e a empreiteira brasileira é a maior em operação no país. Além do contrato de Chan II, fechado em junho de 2014, a empresa está pré-qualificada para a construção da quarta ponte sobre o Canal do Panamá e para a linha 3 do metrô. Agora, o governo panamenho quer que a construtora desista das disputas.

O ministro Alvaro Alemán, porta-voz da Presidência do Panamá, disse, segundo a agência de notícias Reuters, que o governo adotará as “ações necessárias” para encerrar o contrato da hidrelétrica “sem custo” para o Estado.

PARAÍSO FISCAL NÃO COLABOROU COM LAVA-JATO
Em nota, o governo panamenho informou que vai proibir a Odebrecht de participar de novas licitações até que demonstre “colaboração eficaz” com as investigações de subornos e dê garantias de que os valores serão ressarcidos ao Estado. As obras em andamento deverão prosseguir, mas as autoridades panamenhas prometem vigilância constante para preservar valores e prazos contratados.

Procurada, a assessoria da Odebrecht não se manifestou sobre a decisão do Panamá, mas reafirmou seu compromisso de colaborar com a Justiça. “A empresa está implantando as melhores práticas de compliance, baseadas na ética, transparência e integridade”, disse, em nota.

Dezesseis empreendimentos em seis países da América Latina e do Caribe já foram afetados pela decisão do BNDES, tomada em maio último, de suspender o desembolso de US$ 3,6 bilhões para obras feitas por cinco empreiteiras envolvidas na Lava-Jato, entre elas a Odebrecht.

Conhecido como um dos principais paraísos fiscais do mundo, o Panamá não colaborou com a Lava-Jato. A força-tarefa tentou, sem sucesso, obter dados de uma conta da Odebrecht no Panamá. As autoridades do país teriam considerado que os números relatariam pagamentos a pessoas politicamente importantes do Panamá. O GLOBO apurou que o envio de dados foi barrado pela autoridade central do país, responsável pela cooperação com o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça no Brasil.

O nome da Odebrecht já havia aparecido também em investigações na Itália sobre propinas pagas a autoridades panamenhas, no processo que condenou a três anos de prisão Valter Lavitola, ex-braço-direito de Silvio Berlusconi.

Em março passado, reportagem do GLOBO mostrou que a Divisão Antimáfia do Ministério Público italiano apurou pagamento de propina pela Odebrecht a Lavitola, na licitação da linha 1 do metrô na Cidade do Panamá. Lavitola teria admitido, em entrevista a um jornalista espanhol, que atuava como gestor de propinas pagas a Ricardo Martinelli, ex-presidente do Panamá. Martinelli nega as acusações.

LUCRO DE US$ 4 POR CADA US$ 1 DE PROPINA

O suborno pago no Panamá foi identificado pelo Ministério Público suíço no banco de dados do departamento de propinas da Odebrecht, que era mantido num sistema de intranet hospedado na Suíça. Foram analisados cerca de 2 milhões de documentos, entre e-mails, ordens de pagamento e documentos bancários.
Foi descoberto, por exemplo, que o caixa 2 da Odebrecht era movimentado pela empresa em Antígua, Áustria, Portugal e Holanda. Na Suíça, o valor alcançou 440 milhões de francos suíços, entre dezembro de 2005 e junho de 2014. Segundo cálculo das autoridades suíças, para cada US$ 1 pago em propina, a Odebrecht lucrava US$ 4. Em documento, o MP suíço afirma que a “corrupção e a necessidade de sua ocultação eram, obviamente, parte da estratégia corporativa”.

Os dados foram decifrados com a prisão na Suíça, em fevereiro passado, de Fernando Migliaccio, executivo do departamento de propinas da Odebrecht. Os documentos do MP suíço não citam o nome dele, apenas o mês de sua prisão.


  • 0

O Estado de S. Paulo

Category : Notícias

Investimento em bancos deu maior lucro ao BNDES:

Em dez anos, BNDESPar teve ganho de R$ 1,9 bilhão com ações de bancos; maiores perdas no período vieram do setor de açúcar e álcool

RIO

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lucrou pouco mais de R$ 6,5 bilhões com a compra e venda de participações em companhias nos setores de bancos, telecomunicações, siderurgia, alimentos e bebidas e papel e celulose entre setembro de 2006 e setembro de 2016. No mesmo período a BNDESPar, empresa de participações do banco, registrou perdas de R$ 1,8 bilhão com negócios nos setores sucroalcooleiro, bens de capital, energia, mineração e petróleo e gás, segundo dados da instituição.

Os cálculos levaram em conta apenas empresas nas quais a BNDESPar se desfez de sua participação. O banco ganha quando consegue vender os papéis a um preço superior ao de aquisição. Os nomes das companhias que entraram na conta não foram informados. A carteira do braço de participações do BNDES é avaliada atualmente em R$ 85 bilhões. Os maiores lucros e prejuízos da BNDESPar por setor na última década complementam dados divulgados na segundafeira, quando o BNDES divulgou informações consolidadas referentes a 408 operações de renda variável e investimentos de R$ 66 bilhões no período de 2007 a 2016.

Compra e venda
R$ 568,5 mi foi o prejuízo da BNDESPar com os investimentos no setor de  açúcar e álcool nos últimos dez anos; com o setor de bens de capital, as perdas foram de R$ 542,4 milhões

No azul. Nos dez anos encerrados em 30 de setembro, a negociação  de participações de empresas no setor de bancos e serviços financeiros foi o que gerou mais ganhos para o BNDES. O lucro atingido com a venda dos papéis somou aproximadamente  R$ 1,9 bilhão. Em seguida vieram os setores de telecomunicações (R$ 1,8 bilhão), siderurgia (R$ 1,7 bilhão), alimentos e bebidas (R$ 795,4 milhões) e papel e celulose (R$ 352,9 milhões). Do lado negativo da balança, o setor que mais pesou foi o de produção de açúcar e álcool. A alienação de participações no segmento gerou um prejuízo de R$ 568,5 milhões à BNDESPar. Outros setores em que a saída das empresas significou perda foram bens de capital (perda de R$ 542,4 milhões), energia elétrica (perda de R$ 434,7 milhões), além de mineração (perda de R$  53,2 milhões) e petróleo e gás (prejuízo de R$ 78,5 milhões).

Novo diretor da ANP quer atuação ‘menos burocrática’

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) deve ser um agente da recuperação da economia, atuando de forma eficiente e com menos burocracia nas análises. O recado foi dado pelo novo diretor-geral da agência, Décio Oddone, em mensagem aos funcionários. Segundo ele, o principal objetivo e “urgência” de sua gestão será “melhorar o ambiente de negócios para permitir maiores investimentos das empresas”. O executivo sinalizou que buscará incentivar a atuação das petroleiras. / M.D.


  • 0

DCI (SP)

Category : Notícias

Hidrelétricas antigas podem ter receita extra:

Hidrelétricas há décadas em operação e cujos contratos já foram renovados poderão ganhar receita extra a partir de 2017 para investir em melhorias, de acordo com fontes e proposta colocada em consulta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), Flávio Neiva, estima que a mudança pode entrar em vigor no segundo semestre do ano que vem. Ele disse que a receita maior facilitará a busca por crédito para investir na eficiência operacional das usinas. Em uma consulta pública sobre o tema que receberá contribuições até 27 de janeiro, a Aneel afirma que o objetivo da mudança em estudo é “manter a prestação adequada do serviço”.

Atualmente, as regras do setor preveem que empresas apresentem ao regulador a projeção de investimentos necessários para eventuais melhorias nas usinas, que deve ser aprovada pela Aneel para que os custos sejam ressarcidos no futuro. O mecanismo, no entanto, tem sido criticado devido à lentidão no andamento de processos na Aneel.

Garantia física

Algumas hidrelétricas também podem ser beneficiadas pela decisão do Ministério de Minas e Energia (MME) de prorrogar até 31 de dezembro de 2017 os valores vigentes de garantias físicas de energia das usinas hidrelétricas despachadas centralizadamente, segundo decisão publicada ontem no Diário Oficial. /Agências


  • 0

Valor Econômico

Category : Notícias

Chamada de capa – Retrospectiva com a exata visão do futuro:

Para quem não conhece, Retrospectiva Capital é o fundo hedge que ano após ano supera todos os outros porque tem o dom das previsões perfeitas: pode ver o futuro. Entre seus negócios que mais renderam em 2016 está a mudança da sede para Buenos Aires. O fundo sempre muda para o país com a moeda mais fraca, já que isso faz com que os retornos pareçam melhores. E o Retrospectiva comprou reais brasileiros (a moeda mais forte) contra o peso e ganhou 43,5%.

Outro grande negócio foi comprar Brasil e vender China. Com manifestações nas ruas e uma presidente deparando-se com o impeachment, o fundo viu que era hora de comprar. Ficar vendido no índice Xangai Composto e investir os lucros na Bovespa rendeu 92,6% em dólares.

Comprar carvão, o índice Stowe Global Coal, e vender fontes de energia limpa, o S&P Global Clean Energy, deu lucro de 155,7%. Comprar bancos dos EUA e vender bancos da região do euro rendeu 34,6%. E como os gestores previram o Brexit, venderam libras esterlinas para comprar bitcoins, a volúvel cibermoeda, e ganharam 118%. C8