Monthly Archives: dezembro 2016

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O Globo

Category : Notícias

Empresas pouco endividadas e conservadoras foram às compras:

Grupos com dinheiro em caixa usaram oportunidade para crescer

Empresas que se prepararam para a crise aproveitaram para ir às compras em 2016. Em junho, o Grupo Ultra, dono da rede de postos de combustíveis Ipiranga, adquiriu a concorrente Ale por R$ 2,1 bilhões. Em novembro, foi a vez de a Ultragaz incorporar a Liquigás por R$ 2,8 bilhões.

André Pires, diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, explica que a estratégia foi investir em mercados já conhecidos. Além de distribuir gás de cozinha (GLP) e combustíveis, o grupo atua nos segmentos de armazenagem para granéis líquidos (Ultracargo), indústria química (Oxiteno) e varejo farmacêutico (Extrafarma).

“Conhecemos bem os mercados de distribuição de combustíveis e GLP, e acreditamos que eles oferecem oportunidades para diferenciação por meio de oferta de serviços. Do ponto de vista financeiro, é importante lembrar que as aquisições serão feitas sem que o Ultra se afaste da solidez financeira que caracteriza historicamente a companhia. Temos uma confortável posição de caixa e acesso aos mercados de capitais”, explicou o executivo, por e-mail.

Outro caso emblemático foi o da gestora de ativos Brookfield. Como o Ultra, a companhia também se beneficiou de outro ativo da Petrobras: em setembro, arrematou 90% da divisão de gasodutos do Sudeste da petroleira por US$ 5,2 bilhões (ou R$ 16,6 bilhões, na cotação da época). Um mês depois, comprou 70% da Odebrecht Ambiental, do segmento de saneamento, por cerca de R$ 2,5 bilhões. Em anos anteriores, a empresa já havia feito outras aquisições importantes, como a compra de ativos de energia da Energisa por R$ 1,4 bilhão, em 2014.

Com as aquisições, a canadense fortalece sua posição no setor de infraestrutura. Antes das aquisições deste ano, a companhia já tinha R$ 7,6 bilhões em ativos no setor. Ao todo, são R$ 40 bilhões investidos no país. Procurada, a Brookfield não comentou.

MENOS FUSÕES EM 2016 Marco Saravalle, analista da XP Investimentos, destaca que ter dinheiro em caixa fez a diferença neste ano.

— Tem uma frase que a gente costuma dizer para resumir isso: cash is king (dinheiro é rei, em português). As empresas que se prepararam para um movimento de mais conservadorismo, uma estrutura de menor alavancagem, viram na crise uma oportunidade de fazer aquisições. No caso do Ultra, por exemplo, a Liquigás, apesar de ter um preço caro, é um negócio que faz sentido para a Ultragaz. Esse conservadorismo abriu oportunidades — explica Saravalle.

Para Rogério Gollo, sócio da área de fusões e aquisições da PwC, o momento também foi favorável para quem tinha dinheiro em caixa para expandir.

— Normalmente, as empresas têm dificuldade em se preparar para a crise. As que tinham estrutura financeira mais saudável têm grandes oportunidades que não teriam em situação normal. É uma chance de comprar excelentes ativos, que talvez se repita a cada oito, dez anos. Tivemos esse cenário em 2008, antes em 2002. Os grupos que têm estrutura financeira para isso conseguem fazer transações muito relevantes — analisa.

Levantamento da PwC mostra como foi mais raro ampliar os negócios em 2016. Até outubro, 490 transações de fusões e aquisições haviam sido fechadas, volume 21% inferior ao registrado no mesmo período. A expectativa para o ano que vem é de melhora, afirma Gollo.

— Nossa expectativa é que haja um aumento de 15% do número de transações, com a economia indo para um patamar normal.


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O Estado de S. Paulo

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Litoral paulista terá carga extra de energia:

Para evitar problemas no réveillon, a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e as distribuidoras determinaram aumento de 45% na carga de energia para o litoral, passando de 1.221 MVA para 1.775 MVA. Em algumas cidades, como Bertioga, o aumento será de 200%.


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DCI (SP)

Category : Notícias

Leilão A-1 movimenta R$ 43 milhões:

O 16º Leilão de Energia de Existente “A-1” foi concluído com a negociação de 367.920 megawatts-hora (MWh). O preço médio de venda ficou em R$ 118,15 por MWh, 1,54% abaixo do preço de abertura do leilão, estabelecido em R$ 120/MWh.
A distribuidora Cemar, controlada pela Equatorial Energia e que atua no Estado do Maranhão, foi a única compradora no certame.

Já entre os vendedores estão a Kroma Energia, a MDL e a Suzano. Foram negociados Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs), com início de suprimento em 1º de janeiro de 2017 e prazo de suprimento de dois anos.

O resultado do leilão representou uma economia de R$ 680,6 mil para os consumidores de energia, destacou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). /Estadão Conteúdo


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Valor Econômico

Category : Notícias

Chamada de capa – Cemig troca comando para atender aliados:

O conselho de administração da Cemig aprovou o nome do novo presidente da companhia: Bernardo Salomão, em substituição a Mauro Borges. Salomão foi diretor comercial da estatal mineira de eletricidade durante o governo de Aécio Neves (PSDB)e trabalhou na empresa por 31 anos. O atual vice-presidente, Paulo Castellari, será o novo diretor financeiro e de relações com investidores (RI), no lugar de Fabiano Pereira. Conforme o Valor antecipou no início da semana, as mudanças não tem relação com a gestão da empresa e foram feitas para acomodar exigências de partidos da base aliada do governador Fernando Pimentel (PT). Os atuais diretores já haviam colocado seus cargos à disposição em novembro em razão dessas pressões. B3


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O Globo

Category : Notícias

A corrupção nossa de cada dia (Opinião):

A descoberta de enormes esquemas de corrupção no governo federal causou consternação na população brasileira. Embora os escândalos nos abalem, seguimos desejando que a consolidação das instituições, a ampliação da transparência na administração pública e a mobilização da sociedade civil nos proporcionem um futuro mais digno.

No entanto, a integridade só é obtida à medida que todos nós cidadãos optemos por agir com probidade.

Longe dos holofotes de Brasília, verifica-se que os mesmos princípios éticos são violados diariamente por milhões de cidadãos comuns, e talvez o exemplo mais contundente seja o de furto e fraude de energia elétrica.

Quando um consumidor de energia opta por fazer um “gato” (uma ligação clandestina à rede elétrica) ou adulterar o medidor de energia, ele emprega o mesmo raciocínio do político corrupto: “Vou levar vantagem e os demais nem vão perceber”.

Engana-se quem pensa que essas pequenas contravenções atingem apenas a concessionária de energia. A principal vítima desses crimes são os consumidores honestos, que precisam arcar com tarifa mais alta para cobrir parcialmente o rombo deixado pelos contraventores.

Esses delitos não são insignificantes. Em primeiro lugar, trata-se de crimes, cuja penalidade prevista no Código Penal é multa e cadeia. Em segundo lugar, seus impactos são os furtos e fraudes de energia elétrica no Brasil, que somaram mais de R$ 8 bilhões em 2015.

Esses crimes são uns dos mais maléficos, pois a vítima não é um ou outro cidadão. A vítima é a coisa pública (res publica), ou seja, todos nós somos vítimas.

Os furtos e fraudes de energia, assim como a corrupção, prejudicam a prestação dos serviços públicos, comprometendo a sua eficiência, o que onera ainda mais os cidadãos. A prática beneficia os “espertos” à custa dos honestos.

Para reverter esse quadro é preciso uma mudança profunda na nossa forma de pensar e agir: mudar nosso comportamento, mas também a nossa atitude perante as ações dos outros. Precisamos desde já abandonar a complacência que hoje predomina. Precisamos confrontar e denunciar aqueles que insistem em transgredir a lei.

Além disso, nossos tribunais precisam fazer cumprir o que está na Lei. O caminho para sanar as injustiças sociais de nosso país não envolve o abrandamento da aplicação das leis sobre os mais fracos, mas, sim, a aplicação da lei de forma uniforme sobre todos os cidadãos, sejam ricos, sejam pobres.

Este problema é especialmente acentuado no Rio de Janeiro: embora o consumo de energia do estado seja da ordem de 15% do consumo nacional, a sua participação nos furtos de energia supera 25%.

A integridade requer — como já diz a palavra — a transformação do todo. Que tal incluirmos na nossa lista de resoluções para o Ano Novo um compromisso de fazer o que está ao nosso alcance para tornar este país um pouco mais honesto, denunciando sem hesitações ligações clandestinas de eletricidade?