Monthly Archives: janeiro 2017

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Valor Econômico

Category : Notícias

Chamada de capa – Demissões na Eletrobras devem custar R$ 2,5 bi:

A Eletrobras vai gastar R$ 2,5 bilhões em planos de demissão voluntária e de incentivo à aposentadoria, com os quais pretende reduzir em 5 mil o número de empregados. Com a previsão de desligamento de outros 6 mil funcionários das distribuidoras que deverão ser vendidas neste ano, a estatal reduzirá seu efetivo de 23 mil para 12 mil pessoas.

Os planos de desligamento e aposentadoria incentivados precisam ser aprovados pelo Ministério do Planejamento, mas espera-se um custo de R$ 500 mil por funcionário desligado. Em contrapartida, a folha será reduzida em R$ 1,7 bilhão por ano, com economia de mais R$ 200 milhões anuais em racionalização do espaço de trabalho e gratificações.

A expectativa é que 50% dos cerca de 5 mil funcionários que preenchem as condições necessárias para a aposentadoria, seja por idade ou tempo de serviço, se candidatem ao PDV. Outros 2,5 mil postos de trabalho seriam extintos com o plano de incentivo às demissões.

A redução do quadro de funcionários está prevista no plano de negócios 2017/21 da Eletrobras. A meta é cortar custos operacionais em 28%, reduzir endividamento – o que passa pela venda de ativos de R$ 4,6 bilhões prevista para 2017 – e melhorar a governança, com a eliminação das “fraquezas” do balanço financeiro, afirmou ao Valor o presidente da empresa, Wilson Ferreira Jr.

A estatal quer “carimbar” os recursos relativos a indenizações por investimentos em ativos antigos de transmissão ainda não amortizados previstos para entrar no caixa da empresa, nos próximos oito anos, no total de cerca de R$ 17,7 bilhões. Por se tratar de recursos temporários, o objetivo é destinar esse montante para investimentos futuros, após a companhia atingir o equilíbrio econômico-financeiro.

Isso significa que a Eletrobras não vai considerar as indenizações para atingir a meta de redução do endividamento (medido pela relação dívida líquida/Ebitda), de 8,7 vezes, em setembro de 2016, para 4 vezes no fim de 2017. Para isso, conta com a privatização das seis distribuidoras integrais do grupo no último trimestre, exercício de “tag along” (extensão do prêmio de controle a minoritários) nos empreendimentos em que tem participação, alienação de imóveis administrativos e venda de projetos eólicos ou de transmissão de suas subsidiárias.


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O Globo

Category : Notícias

O Moro carioca (Ancelmo Gois):

O pessoal dos grandes escritórios de advocacia criminal já divide seu olhar entre Curitiba, Brasília e Rio.
É que muito do que está na delação da Odebrecht virá para a 7ª Vara Federal Criminal do Rio, do juiz Marcelo Bretas, o mesmo que mandou prender Cabral e Eike. Até a Justiça estadual de São Paulo já mandou para o juiz processos sobre obras do governo tucano.

Em tempo…

A pena de 43 anos de cadeia que Bretas deu ao ex-presidente da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro, é até agora a maior já aplicada desde o começo da Lava-Jato.

 


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O Estado de S. Paulo

Category : Notícias

Força-tarefa dos bancos tenta evitar quebra de empresas:

Após um forte aumento das recuperações judiciais, que envolveram negócios bilionários como a Oi e a Sete Brasil, bancos criaram equipes especializadas em ajudar na reestruturação da companhias antes que sua situação financeira se torne insustentável

Depois de amargarem perdas com a deterioração financeira de grandes empresas, que entraram em recuperação judicial ou estão envolvidas na Lava Jato, os maiores bancos privados do País – Itaú, Bradesco e Santander – começaram, nos últimos meses, a se organizar para evitar uma crise ainda maior. A preocupação é que essa onda de recuperações se intensifique e provoque um efeito cascata de estragos na já combalida economia do País.

Com equipes especializadas, esses bancos criaram departamentos totalmente focados na reestruturação de médias e grandes empresas. A ideia é trabalhar de forma preventiva, antes que o problema leve mais companhias a um processo de recuperação judicial ou falência – o que é prejudicial taInstituições criaram equipes especializadas em ajudar na reestruturação das companhias antes que a situação financeira se torne insustentávelmbém para o balanço dessas instituições, que no último ano tiveram de fazer provisões para perdas bilionárias. Os casos mais emblemáticos foram os da Oi, com dívidas de R$ 65 bilhões, e da Sete Brasil, criada para entregar sondas para a Petrobrás, com débito de R$ 20 bilhões.

Fontes de mercado afirmam que há uma “watch list” (lista de monitoramento) de cerca de R$ 300 bilhões em dívidas de médias e grandes empresas na mira de bancos para reestruturação. Esse valor exclui a dívida da Oi e parte das renegociações de dívidas já feitas por algumas das empresas do grupo Odebrecht.

Seleção. A qualquer sinal de alerta sobre a saúde financeira de empresas, seja pela piora de indicadores do balanço ou por atrasos em contas (dívidas ou impostos, por exemplo), as equipes de reestruturação desses bancos entram em ação para tentar estancar o problema de forma preventiva.

“Queremos nos antecipar ao problema”, diz Eduardo Armonia, diretor responsável pela área de reestruturação e recuperação de crédito de atacado do Itaú. “A queda da rentabilidade de uma empresa ou atraso de pagamento já acendem um alerta para o banco.”

Diante de uma grande quantidade de empresas em dificuldades – seja por causa da crise econômica ou por causa da Lava Jato -, o time de reestruturação dos bancos inicia o pente-fino pelos setores nos quais as instituições têm maior exposição. Nessa lista estão os segmentos de construção, infraestrutura, varejo, revenda de carros e mercado imobiliário.

Partindo dos setores, esses executivos afunilam as análises até chegar às empresas mais frágeis. Em alguns casos, as companhias não têm noção da realidade que vivem e precisam ser alertadas pelos bancos, diz o vice-presidente do Bradesco, Domingos Abreu, responsável pela área de crédito e reestruturação.

Com esse diagnóstico em mãos, as instituições financeiras oferecem um “pacote de ajuda”, que vai desde tomar ativos como garantia e alongar as dívidas até buscar um novo investidor para injetar capital na empresa.

Em muitas situações, a venda de ativos é a melhor saída. Foi o que ocorreu com a Renova Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica do País. A empresa rolou uma parte de seus débitos e vendeu ativos para honrar compromissos. Inicialmente a reestruturação buscava um sócio para capitalizar a empresa – o que foi adiado com a venda de um parque eólico por R$ 650 milhões.

Outro que está em reestruturação é o grupo Rossi, que tenta evitar o mesmo caminho da concorrente PDG, cuja recuperação judicial é dada como certa. Fontes afirmam que o grupo renegocia o alongamento das dívidas e está em conversas para dar imóveis como garantia. A empresa não quis se pronunciar.

Escalada. A mudança de postura dos bancos é explicada pela rápida escalada dos pedidos de recuperação. Só no ano passado, 1.863 empresas entraram com pedidos na Justiça – volume 44% superior ao de 2015, com 1.287 ocorrências. “Criamos essa estrutura em 2015 por causa da piora na economia, do aumento das recuperações e da Lava Jato”, diz Gustavo Alejo Viviani, superintendente executivo de negócios de recuperação da área de atacado do Santander.

Para este ano, a recuperação da economia, com a queda dos juros e aumento dos preços das commodities, deve dar algum alívio às empresas. Mas os bancos seguem atentos e querem evitar um déjà vu de 2016.


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Folha de S. Paulo

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Conta de luz não tem taxa extra em fevereiro:

Bandeira verde está em vigor desde dezembro

DA REUTERS

As contas de luz no Brasil em fevereiro terão bandeira tarifária verde,o que significa que não haverá cobrança extra aos consumidores, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica(Aneel).

Segundo a agência,condições hidrológicas favoráveis, que têm ajudado a produção das hidrelétricas no país,possibilitaram a bandeira verde, que sinaliza que não há riscos na oferta de energia.

Quando a oferta é menor, podem entrar em vigoras bandeiras amarela e vermelha, que elevam o custo das contas para incentivar um consumo mais eficiente, segundo a Aneel.

A bandeira está verde desde dezembro-em novembro, a sinalização era amarela.


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DCI (SP)

Category : Notícias

Temer e a Grande Recessão (Artigo – José Luis Oreiro):

Professor do Instituto de Economia da UFRJ

Indicadores de confiança apontam para a continuidade do quadro recessivo

Não obstante os acertos do governo Temer, os quais foram objeto do meu último artigo, ocorreram equívocos importantes na formulação e execução da política macroeconômica, os quais contribuíram para retardar a saída do atual quadro recessivo da atividade econômica.

No rol dos equívocos, o maior deles foi, sem sombra de dúvida, a obstinação do Banco Central sob a direção de Ilan Goldfjan de fazer a inflação convergir para o 4,5% ao ano já em 2017. A aceleração da inflação ocorrida em 2015 – quando a variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) passou de 10% – deveu-se a uma série de choques sobre os preços relativos, cujos efeitos seriam apenas o de produzir uma aceleração temporária da taxa de inflação.

Com efeito, em 2015 ocorreu um forte realinhamento de preços relativos, notadamente o valor das tarifas de energia elétrica (aumento em torno de 50%), o preço dos combustíveis e a desvalorização da taxa nominal de câmbio; choques esses que não voltariam a se repetir no ano de 2016.

Dessa forma, a simples dissipação no tempo dos efeitos dos choques de preços relativos levaria a uma redução expressiva da taxa de inflação, sem a necessidade de um endurecimento adicional da política monetária. Além disso, a aceleração da inflação ocorrida em 2015 acabaria por reduzir a renda real dos trabalhadores, gerando uma contração significativa da demanda agregada, tornando mais difícil o repasse da desvalorização cambial e do aumento dos custos com energia e combustíveis para os demais preços da economia. Por fim, a crise fiscal nos estados somada com a redução dos gastos de investimento da União e das estatais (notadamente a Petrobrás) terminariam por gerar retrações adicionais na demanda agregada, ampliando assim o hiato do produto e, dessa forma, a intensidade do processo desinflacionário.

Todas essas informações estavam à disposição da nova diretoria do Banco Central do Brasil em meados de 2016. No entanto, a primeira flexibilização da política monetária só ocorreria em novembro desse ano, e numa magnitude inexpressiva, uma redução de apenas 0.25 ponto porcentual na taxa Selic. Dessa forma, a manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano durante a quase totalidade do segundo semestre significou, na verdade, um endurecimento na condução da política monetária, pois a taxa real de juros aumentava a cada queda da inflação acumulada ao longo dos últimos 12 meses.

O resultado dessa política foi, por um lado, a retomada do processo de valorização da taxa de câmbio, o qual anulou boa parte do ajuste cambial em 2015, o qual estava começando a dar seus primeiros frutos em termos de aumento das exportações de manufaturados.

Por outro lado, o aumento da taxa real de juros contribuiu para a contração do crédito bancário e para o aumento da inadimplência das pessoas físicas e jurídicas, fazendo com que o processo de desalavancagem em curso na economia brasileira se tornasse mais lento e custoso.

Como resultado do endurecimento na condução da política monetária posta em prática por Ilan Goldfjan, a produção industrial continuou em sua trajetória de queda, revertendo assim o otimismo que o impeachment da Presidente Dilma Rouseff havia criado no meio empresarial. Os indicadores de confiança voltaram a se retrair no último trimestre de 2016, apontando assim para a continuidade do quadro recessivo.