Monthly Archives: fevereiro 2017

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Valor Econômico

Category : Notícias

Chamada de capa – Nova empresa, Novo Mercado:

A Eletropaulo se prepara para o Novo Mercado da BM&FBovespa e para isso pretende fazer a conversão de suas ações preferenciais em ordinárias, à razão de uma para uma. “Isso nos dará uma estrutura de capital mais flexível e nos ajudará a ter mais acesso a capital”, disse Julian Nebreda. B1


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O Globo

Category : Notícias

Pós-verdade no investimento externo (Opinião):

Distorções no mercado de crédito explicam melhor a alta no fluxo de capitais estrangeiros diretos do que um aumento da confiança na política econômica

O Investimento Direto no País (IDP), designação já não tão nova do velho investimento estrangeiro direto (IED), bateu recordes em janeiro. De acordo com os dados divulgados no fim da semana passada, a inversão de recursos externos na economia brasileira somou US$ 11,5 bilhões – o dobro do registrado em janeiro do ano anterior. O montante superou o teto das projeções e dá indicações de que as estimativas oficiais de ingressos totais de US$ 75 bilhões, neste ano, o equivalente a quase 4% do PIB, poderão ser superadas.

Todos sabiam que boa parte desse recorde se devia a algumas operações especiais de compra por estrangeiros de empresas brasileiras, notadamente estatais do ramo de energia. Essas compras somaram US$ 8,8 bilhões, incluindo US$ 0,5 bilhão em lucros reinvertidos, enquanto outros US$ 2,8 bilhões expressaram empréstimos intercompanhias – transferências feitas entre empresas e suas filiais, dentro e fora do país.

Não se teve notícia de nenhum investimento direto do tipo greenfield, ou seja, inversão em novos negócios, ampliação/modernização da capacidade de produção ou da oferta de serviços. Mesmo assim, analistas se apressaram a sugerir que a entrada recorde de recursos externos era um reflexo do aumento da confiança na política econômica do governo. É o tipo de conclusão que se encaixa bem nas regras da pós-verdade tão em moda.

Antes dos anos 90, quando os fluxos financeiros globais eram mais regulados, investimento externo direto era aquela inversão dita produtiva, que vinha para ocupar espaços vazios nos mercados e ampliar a oferta local de bens e serviços. Vem daí a ideia de que esse é o “bom” dinheiro externo, que gera empregos e aqui finca raízes, em contraposição aos capitais especulativos e predadores que chegam, desarrumam mercados, acumulam lucros rápido e se vão como vieram, sem qualquer compromisso com o país hospedeiro.

Como observou o ex-ministro Delfim Netto, em sua coluna da “Folha de S. Paulo”, nesta quarta-feira, nem sempre “entrada de capital externo” significa “investimento”. Em janeiro, como aliás tem sido comum nos últimos anos, houve troca de controle em empresas e a entrada de empréstimos intercompanhias. Embora esses movimentos possam resultar em novos futuros investimentos, isso não é garantido. A verdade é que se devem menos a um eventual aumento na confiança em relação à política econômica do que a outros fatores bem distantes desse, caso das vantagens de captar recursos a custos baixos no exterior e aplicar aqui a juros mais altos.

A intensificação do expediente, utilizado de forma crescente não só por multinacionais com subsidiárias no Brasil, mas também por filiais no exterior de empresas brasileiras, foi descrito em detalhes pelos economistas Carlos Luque, Simão Silber e Roberto Zagha, em artigo publicado nesta segunda-feira, no jornal “Valor”. Os autores mostram que, desde 2011, um terço dos investimentos diretos são, na verdade, empréstimos intercompanhias e que estes representam dois terços do crescimento do volume da dívida externa brasileira entre 2011 e 2016, que escalou, no período, de 19% do PIB para 38% do PIB.

Citando relatórios do FMI, Luque, Silber e Zagha observam que os investimentos diretos têm sido usados mais para aumentar a liquidez das empresas do que suas inversões em ampliação da capacidade produtiva. Mais uma vez, é a diferença entre as taxas de juros de juros externas, baixíssimas, e as internas, muito altas, que comanda o jogo – um jogo que, em teoria, não deveria existir se os investimentos diretos fossem realmente destinados à ampliação ou modernização da produção e não à especulação financeira.

Não é por coincidência que os movimentos, fortemente correlacionados, de entrada e saída de capitais do mercado brasileiro – e de emergentes em geral – acompanham, numa razão inversa, o vaivém da trajetória dos juros nos Estados Unidos. Mais do que ao fato alternativo do aumento da confiança dos investidores na política econômica, o incremento de inversões externas no Brasil, em resumo, se deve a distorções no mercado doméstico de crédito e nas relações financeiras com o exterior.

José Paulo Kupfer é jornalista


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O Estado de S. Paulo

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IGP-M teve alta de 0,08% em fevereiro:

Inflação

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou leve alta de 0,08% em fevereiro ante janeiro, divulgou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa é a menor taxa para  o mês desde 2012, quando houve deflação de 0,06%. No mês passado, a taxa havia subido 0,64%. O IGP-M é usado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia e aluguel. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado consultados pelo Projeções Broadcast, que variavam de queda de 0,05% a elevação de 0,15%.


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Folha de S. Paulo

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Eletronuclear construirá armazém para guardar urânio irradiado (Mercado Aberto – Maria Cristina Frias):

A Eletronuclear investirá R$ 440 milhões para construir um armazém para estocar elementos combustíveis de urânio que já não geram energia em grande quantidade, mas que precisam ser preservados com cuidado.

Os átomos de urânio, cujos núcleos são quebrados para gerar calor e mover as usinas, duram três anos no reator.

Depois, são retirados e vão para piscinas —Angra I tem a sua, que ficará cheia em dezembro de 2021; a de Angra II, em julho do mesmo ano. Se elas não puderem receber elementos combustíveis, será preciso desligar os reatores.

Por isso, a estatal vai construir o armazém a seco —ele receberá parte do material que já irradiou nessas piscinas durante alguns anos e, assim, abrirá espaço para que elas possam receber urânio mais novo das usinas.

É uma construção cara que envolve remover elementos da água, colocá-los em cilindros de aço e monitorar a radiação do ambiente.

A solução é mais barata, no entanto, que fazer novas piscinas no local, segundo Paulo Carneiro, da diretoria técnica da Eletronuclear.

“As piscinas demandam investimentos muito elevados em prazo curto. Além do custo, que é determinante, há dificuldades de construção e de licenciamento maiores.”

Levar o urânio mais antigo para armazéns é um método consagrada internacionalmente, afirma. “Os EUA têm 104 reatores e fazem o armazenamento complementar de todos com o espaço a seco.”


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DCI (SP)

Category : Notícias

EDP espera ter mais presença em leilão de transmissão:

A EDP espera ter maior participação no próximo leilão de transmissão de energia, previsto para abril. A companhia estreou no segmento de transmissão arrematando um lote de 113 quilômetros na 2ª etapa do Leilão 013/2015, realizado em outubro de 2016.
“Para nós, a transmissão é um segmento prioritário e temos as competências necessárias, a rentabilidade é interessante e a competição ainda aceitável”, afirmou o diretor-presidente da EDP, Miguel Setas, em coletiva com jornalistas ontem.

Na avaliação dele, transmissão tem oportunidades “óbvias”, pela falta de investimentos na área. A geração solar distribuída também está entre as apostas, mas para o longo prazo. Em geração hidrelétrica, Setas não descarta novos projetos, mas lembrou que prefere investir em obras novas, cuja possibilidade de ganho de produtividade é maior.

Em distribuição, a EDP deve manter os investimentos para melhorar a qualidade do serviço, enquanto continua enfrentando a pressão da migração de clientes para o mercado livre. “Nosso mercado não cresceu [em 2016] e sabemos que a economia afeta a distribuição, mas continuamos apostando na qualidade da rede e não ficamos assustados com a situação atual [da demanda], porque acreditamos que será invertida”, disse o diretor vice-presidente financeiro da EDP, Henrique Freire.

No último ano, a companhia investiu R$ 481 milhões em distribuição, valor 50,4% acima do registrado em 2015. Ao todo, os investimentos da EDP avançaram 18% no último ano, totalizando R$ 1,15 bilhão.

A receita líquida da elétrica no ano somou R$ 8,88 bilhões ante R$ 9,94 bilhões registrados um ano antes. O lucro líquido caiu de R$ 1,27 bilhão para R$ 667 milhões. Já o lucro antes de juros, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou R$ 2,30 bilhões, abaixo dos R$ 2,96 bilhões em 2015.