Monthly Archives: março 2017

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Valor Econômico

Category : Notícias

AB InBev usará 100% de energia renovável:

De São Paulo

AB InBev, a maior fabricante de cervejas do mundo e controladora da Ambev, está mudando a sua política de compra de energia. A meta é até 2025, daqui oito anos, usar apenas fontes renováveis como energia solar, eólica, biomassa ou eletricidade proveniente de pequenas centrais hidrelétricas (PCH).

A ideia é negociar contratos de longo prazo com fornecedores, criando demanda garantida a estes por 10 a 15 anos, informou a AB InBev ao Valor. Esse tipo de contrato deverá fornecer de 75% a 85% da energia consumida pela companhia. O restante virá de tecnologias como painéis solares e biomassa, instalados dentro ou perto das fábricas da AB InBev. A companhia estima que em 2025 sua demanda por energia seja de 6 terawatt/hora por ano.

O anúncio da nova política de compra de energia foi feito na terça-feira, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que pode desmantelar as bases criadas pelo ex-presidente Barack Obama para limitar as emissões de gases-estufa das usinas térmicas a carvão.

O CEO da AB Inbev, Carlos Brito, tratou de esclarecer, à Bloomberg, que o “timing” foi uma coincidência e que o anúncio não teve conotação política. Lutar contra mudanças climáticas com energia renovável é bom para os resultados da companhia, disse ele, acrescentando que “nós apenas achamos que isto é bom para o nosso negócio e para o ambiente.”

Com essa estratégia, a AB InBev calcula que deve se tornar o maior comprador corporativo de energia elétrica renovável do setor de bens de consumo no mundo, reduzindo em 30% a sua “pegada operacional de carbono”, ou seja a quantidade de CO2 ou de outro tipo de gás-estufa que contribui para o aquecimento da Terra.

O primeiro acordo de longo prazo assinado pela AB InBev para comprar energia renovável foi assinado no México, onde a companhia tem a sua maior fábrica, em Zacatecas. A Iberdrola vai fornecer 490 gigawatt/hora por ano e vai construir uma unidade de energia eólica que deverá começar a funcionar no primeiro semestre de 2019.

No Brasil, a Ambev assumiu o mesmo compromisso anunciado pela matriz e terá que bancar a sua produção, daqui a oito anos, apenas com energia de fontes renováveis. Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de suprimentos da Ambev, é o executivo encarregado de cumprir a meta. Para ele, a nova estratégia significa “ter uma operação cada vez mais sustentável, reduzindo ao máximo o impacto no meio ambiente”.

A Ambev consome cerca de 1 terawatt/hora de energia por ano, das seguintes fontes: hidrelétrica (76% do total), térmica (13%), eólica (6%) e de pequenas centrais hidrelétricas (5%). A companhia considera que a energia hidrelétrica é, sim, renovável, mas para cumprir a meta anunciada pela matriz em 2025 esse tipo de energia será comprado apenas de pequenas centrais hidrelétricas (PCH), que são aquelas com geração superior a 3 megawatt e inferior a 30 megawatt, explicou a Ambev.

Segundo a AB InBev, o seu compromisso para 2025 “terá o mesmo efeito positivo que remover as emissões de quase 500 mil carros da atmosfera”. Com a meta anunciada nesta semana, a maior cervejaria do mundo também passou a fazer parte do RE100, um grupo de 89 empresas que já declararam o compromisso de usar apenas eletricidade 100% renovável. Dentre elas, está a fabricante e varejista de móveis Ikea e a Coca-Cola Enterprises, que opera na Europa Ocidental.


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O Globo

Category : Notícias

Cortes vão atingir investimentos, com redução de R$ 10,5 bi no PAC:

Meirelles: contingenciamento tem custo, mas prioridade é meta fiscal

Para fechar as contas de 2017, o governo fará um contingenciamento no Orçamento que vai afetar os investimentos. Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, do total de R$ 42,1 bilhões que serão cortados, R$ 10,5 bilhões serão cortados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além disso, outros R$ 10,9 bilhões virão de emendas parlamentares e R$ 20,1 bilhões de cortes em despesas dos demais órgãos do Executivo, preservando os desembolsos mínimos com saúde e educação. Nos outros Poderes, o contingenciamento será de R$ 580 milhões.

Perguntado sobre o risco de o contingenciamento de gastos prejudicar a recuperação da economia e a geração de empregos, Meirelles afirmou que o mais importante é cumprir as metas fiscais:

– Washington Luís (o expresidente Washington Luís, que governou o Brasil entre 1926 e 1930) dizia que governar é construir estradas. Eu digo que governar é definir prioridades. Não há dúvida de que fizemos o máximo possível para não aumentar impostos. Fizemos uma opção de (reonerar) alguns setores. A principal razão pela qual o Brasil entrou nessa recessão foi o não cumprimento de metas e o aumento da dívida pública. Nosso compromisso é cumprir a meta. Achamos que não cumprir compromissos com a sociedade seria o pior cenário possível para a economia. É claro que cortes de despesas públicas têm algum custo. Mas não cumprir a meta seria pior.

Para fechar as contas deste ano, o governo espera ainda uma arrecadação de R$ 10,1 bilhões com a relicitação das usinas hidrelétricas de São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande. A concessão dessas usinas venceu e decisões judiciais recentes liberaram a relicitação. Segundo Meirelles, a estimativa de arrecadação com essas usinas leva em conta a capacidade de geração de energia de cada unidade.
Não entraram nos cálculos, porém, uma estimativa maior de arrecadação com o programa de repatriação de recursos no exterior. DECISÃO DO STF SOBRE PIS Apesar de não ter anunciado aumento de impostos ontem, apenas o fim das desonerações em alguns setores, Meirelles disse que o governo poderá ter de elevar as alíquotas do PIS/ Cofins para compensar as perdas da União com uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF). A Suprema Corte entendeu que o ICMS não pode mais integrar a base de cálculo desses do PIS/Cofins. Segundo ele, a União vai recorrer e somente depois vai tomar uma decisão. O aumento das alíquotas é uma possibilidade:
– Não precisamos nos precipitar. Existem etapas e maneiras de compensar isso. A elevação do PIS/Cofins é uma possibilidade.
O ministro Meirelles também afirmou que não há definição ainda sobre a correção da tabela do Imposto de Renda deste ano. -SÃO PAULO- Pouco antes de o governo anunciar medidas de corte de gastos e fim de incentivos fiscais – que, segundo analistas, devem dificultar a retomada econômica -, o presidente Michel Temer admitiu a investidores que a economia “ainda não decolou por inteiro” e, por isso, “outros gravames” poderiam ser tomados. Ao citar a aprovação de medidas pelo Congresso, como o teto dos gastos públicos, o presidente ressaltou que está levando a sério a responsabilidade fiscal e admitiu que outras medidas devem ser adotadas, ainda que de forma transitória, para reequilibrar as contas públicas.
– A economia ainda não decolou por inteiro, começou a decolar. Tanto que, vez ou outra, os senhores veem noticias de que talvez haja necessidade de um contingenciamento. Uma ou outra medida que seja necessária, ela passa a ser episódica e transitória, para, logo depois, eliminarmos o contingenciamento ou outro gravame qualquer – afirmou o presidente, em seminário promovido pelo Bank of America Merrill Lynch.

Temer afirmou que a responsabilidade fiscal já permitiu ganhos, como a redução da inflação da casa de 10% para 4,8%, e a retomada do emprego, que era esperada apenas para o segundo semestre. O reflexo disso, assinalou o presidente, foi a presença expressiva de investidores no leilão de quatro aeroportos e de dois portos em Santarém, nos quais o governo conseguiu ágios significativos. MELHORA DO ‘RATING’ Há oito meses, observou o presidente, os investidores estrangeiros ainda estavam muito preocupados, e, agora, o país caminha para reverter a situação, como mostrou decisão da Moody’s que alterou a perspectiva de rating (avaliação de risco) para o Brasil, de negativa para estável. O resultado da mudança de percepção das agências, disse Temer, refletiu-se, por exemplo, no sucesso dos leilões de concessão de aeroportos e de portos em Santarém (PA), onde houve, segundo ele, presença extraordinária e ágio “estupendo”:
– Tudo fruto da responsabilidade fiscal, que estamos levando a sério.
Temer também voltou a defender a reforma da Previdência.
– É a quarta das reformas importantíssimas para o país – disse o presidente, acrescentando que é preciso “aproveitar o momento” de apoio do Congresso Nacional.


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O Estado de S. Paulo

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Chamada de Capa – Governo corta R$ 42,1 bi e acaba com desonerações:

Aumento de tributos ficou restrito à cobrança de IOF nas operações de cooperativas de crédito

 

Depois de uma semana de negociações, o anúncio do Orçamento de 2017 foi feito ontem com previsão de corte de R$ 42,1 bilhões nas despesas da União. A equipe econômica acredita que essa contenção contribuirá para garantir a meta fixada para o ano, de déficit de R$ 139 bilhões. Em suas contas, o governo também prevê receitas extras de pelo menos R$ 10,1 bilhões relativas à venda de quatro hidrelétricas que pertenciam à Cemig e foram reintegradas ao patrimônio da União, além da suspensão de benefícios fiscais na folha de pagamentos, o que renderá mais R$ 4,8 bilhões. O governo tentou a liberação, mas não poderá contar com precatórios não reclamados por seus beneficiários (cerca de R$ 8,7 bilhões). Se esses recursos estivessem disponíveis, o corte no orçamento poderia ficar em torno de R$ 30 bilhões. O aumento de tributos ficou restrito à cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras nas operações de cooperativas de crédito. ECONOMIA / PÁG. B4


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DCI (SP)

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300 (Cifras do Dia):

milhões de ações ordinárias é a proposta da Light para aumento de capital, visando acelerar captação de recursos no mercado financeiro.


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Valor Econômico

Category : Notícias

Abengoa vence mais uma disputa contra União e Aneel:

Do Rio e São Paulo

A Abengoa teve mais uma vitória na disputa com a União e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre os processos de caducidade de suas concessões, ao mesmo tempo em que ganhou mais tempo para conseguir propostas vinculantes de investidores interessados em seus ativos.

A Justiça do Rio de Janeiro negou na semana passada os recursos apresentados pela agência e a União pedindo para retomar o processo de caducidade das linhas de transmissão da Abengoa, que está em recuperação judicial desde o início do ano passado.

As duas instituições tinham apresentado recursos questionando uma decisão proferida em dezembro pela juíza Maria da Penha Nobre Mauro, da recuperação judicial da Abengoa, que havia determinado a suspensão dos processos de caducidade desses ativos e também obrigou a Aneel a recalcular a receita e os cronogramas das linhas em construção.

A Aneel e a União argumentaram que as linhas de transmissão em questão não estão sujeitas à recuperação judicial, devido à Lei 12.767 de 2012. Por isso, não haveria razão para que os processos de caducidade fossem suspensos.

As decisões do desembargador Carlos Santos de Oliveira, da 22ª Câmara Cível da Justiça do Rio de Janeiro, sobre os dois recursos, no entanto, dizem ser “recomendável neste momento a manutenção da suspensão dos processos administrativos” de caducidade das concessões. Segundo ele, a essência da lei de recuperação judicial é primeiramente a preservação da empresa, considerando sua função social e econômica, além da satisfação dos interesses dos credores, “objetivos que poderiam ser fatalmente prejudicados pela declaração de caducidade das referidas concessões.”

O desembargador disse que a decisão questionada está “bem fundamentada”, além de ser respaldada por pareceres do Ministério Público e do administrador judicial: K2 Consultoria Econômica.

Em sentença recente, a juíza Maria da Penha, da 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, determinou o adiamento da assembleia de credores da Abengoa, de 31 de março para 30 de maio. A decisão acatou pedido feito pela própria companhia, que está sendo assessorada pelo escritório Barbosa Müssnich, Aragão (BMA) e que alegou ainda não ter recebido propostas firmes e vinculantes de investidores interessados em adquirir seus ativos. Essas propostas deverão servir de base para o leilão judicial da companhia.

Segundo pessoas próximas ao assunto, a Abengoa está em conversas com potenciais interessados em adquirir seus ativos, tanto as linhas em operação quanto as que estão em construção. A expectativa delas é que essas negociações avancem para propostas vinculantes em relação a alguns ativos. Já existe, por exemplo, uma oferta não-vinculante da Equatorial em parceria com o BTG Pactual, mas há outros investidores conversando com a companhia espanhola.

Caso surja uma proposta vinculante, a Abengoa deverá apresentar seu novo plano de recuperação judicial em até duas semanas antes da assembleia, para dar tempo hábil para que credores e potenciais interessados no leilão possam estudar as informações. O melhor cenário será se a Aneel definir as novas receitas e cronogramas para os ativos greenfield até a data da assembleia. Nesse caso, as informações serão muito maiores e que poderão levar a um desfecho mais interessante para a recuperação judicial da empresa.

A ideia da empresa é fazer dois leilões judiciais. O primeiro, que não depende da Aneel, seria para a venda dos ativos já em operação. O segundo seria com as linhas ainda em construção, cujas obras estão paradas desde novembro de 2015.