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Impasse pode deixar Maracanã sem luz:

Os clubes do Rio já não sabem mais com quem conversar para mandar partidas no Maracanã. E uma briga entre Governo do Estado e Maracanã S.A. pode prolongar essa situação. Por ora, o estádio está com sob a batuta do governo, mas esse luta com unhas e dentes para se livrar dele.

O Maracanã foi devolvido pelo Comitê Rio-2016 na sexta-feira passada, dia 4, ao governo. E ainda não foi repassado para a concessionária, como alega a própria Maracanã S.A., formada pela empreiteira Odebrecht e pela administradora AEG. O governo diz que intimou anteontem a atual administradora, que tinha 24h para responder. O que não aconteceu. Como o oficio foi feito no final do dia, o governo vai esperar até hoje para tomar as medidas cabíveis.

Segundo o assessoria da Casa Civil do Estado do Rio, se a Maracanã S.A. não reassumir a administração do estádio nos próximos dias, ela estará descumprindo uma obrigatoriedade de contrato e poderá até ser punida por isso.

A briga não para por aí. A administradora, por sua vez, não quer reassumir o Maracanã. Ela já entrou com o pedido de arbitragem do contrato, na FGV e espera que ele saia antes da devolução, o que não deve acontecer. Até lá, os dois lados evitam responder pelo estádio.

FLU X ATLÉTICO-PR SOB RISCO

O jogo do Fluminense, na terça-feira que vem, contra o Atlético-PR, está marcado, mas pode enfrentar um transtorno, caso a luz do Maracanã seja efetivamente cortada. A dívida que o Comitê Rio-2016 tem com Light, de quase R$ 2 milhões, pode atingir o estádio. No final dia 28 de outubro, o Engenhão já tivera a sua energia cortada por meses de atraso nos pagamento durante o período que o comitê estava responsável pelo estádio. O mesmo poderá acontecer hoje.

Há 15 dias a Odebrecht, majoritária no consórcio que administra o estádio, recebe diversas notificações de pedido de quitação ou a luz será cortada. O prazo acabou e nenhuma outra carta foi enviada à empresa dizendo que a situação foi revertida.

O Rio-2016, por sua vez, disse que isso não vai acontecer. Segundo o comitê, quando a luz do Engenhão foi cortada, a empresa negociou a dívida que tem com a companhia de energia e um parcelamento foi acertado. Porém, segundo fontes da Odebrecht, as cartas da Light com a ameaça de corte continuaram a chegar a depois dessa conversa.
A Light ainda não confirmou se vai cumprir de fato o aviso prévio. O Fluminense e a Odebrecht também não se manifestaram oficialmente sobre o risco ao jogo.


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