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Empresa italiana leva a Celg por R$ 2,2bi:

Sem concorrência, a italiana Enel comprou a distribuidora de energia goiana Celg no primeiro leilão de privatização realizado pelo governo Michel Temer.

A empresa se comprometeu a pagar R$ 2,187 bilhões, um ágio de 28% sobre o preço mínimo de venda, de R$ 1,708 bilhão.

A empresa se comprometeu a pagar R$ 2,187 bilhões, ágio de 28% sobre o preço mínimo, de R$ 1,708 bilhão.

A Celg abastece 2,9 milhões de unidades consumidoras em 237 municípios de Goiás. Com a aquisição, o número
de clientes da Enel no país passade7milhõespara10milhões. A companhia já tema concessão das distribuidoras
Ampla e Coelce, que atuam no Rio e no Ceará, respectivamente, além de atividades de geração e transmissão.

“Goiás é um mercado excelente, no coração do agronegócio brasileiro, que oferece oportunidades de crescimento
muito boas”, disse o presidente-executivo da Enel, Francesco Starace, em nota.

Na semana passada, ele havia reforçado o interesse em adquirir empresas do grupo Eletrobras ao anunciar o
plano de negócios da companhia para os próximos três anos, que separa € 2 bilhões para novas aquisições.

O valor equivale a R$ 7 bilhões ao câmbio desta quarta (30). Com a compra da Celg, sobram quase R$ 5 bilhões
para outras operações.

Além disso,a empresa tem um orçamento de € 3,2 bilhões para investimentos em novos parques geradores e na
rede de distribuição no país.

A Enel é controladora também da geradora Cachoeira Dourada, em Goiás, que pode ter ganhos de sinergia com
as operações da Celg.

Foi a segunda tentativa do governo para vender a Celg: o primeiro leilão, agendado para agosto, foi cancelado por falta de interessados. Na ocasião, o preço mínimo era deR$ 2,8 bilhões.Após o fracasso,o preço foi reduzido em mais de R$ 1 bilhão.

DESTINO DO DINHEIRO

O valor obtido com a venda da Celg será dividido entre o governo de Goiás e a Eletrobras, que compartilham o
controle da companhia.A Eletrobras vai usar sua parcela para pagar dívidas mais caras de prazo mais curto, dentro de seu plano de redução do endividamento.

Em 2017,o governo prevê  a privatização de outras seis distribuidoras de eletricidade que estavam sendo operadas  pela Eletrobras,que abastecem estados do Norte e do Nordeste.

Apesar da falta de concorrência, o resultado foi comemorado pelas autoridades do setor elétrico.

“Estamos nos deparando com um grupo consagrado, que já conhece as regras e o sistema”, disse o diretor-geral
da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone, segundo a agência Reuters.

Para o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, o leilão mostra mudança no ambiente de negócios no país.


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