Correio Braziliense

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Category : Notícias

Biodiversidade salva agricultura:

O cuidado com a exploração dos recursos naturais definirá o futuro da agricultura brasileira, uma das mais competitivas em termos globais. “Temos a maior diversidade biológica do mundo e grande experiência na produção de alimentos. Mas, se não fizermos o dever de casa, lá na frente, nossa competitividade será prejudicada. Estaremos aquém das regras para movimentação dos produtos”, explicou Maurício Antônio Lopes, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que participa da 13ª Conferência das Partes (COP 13), das Nações Unidas, sobre diversidade biológica, em Cancún, no México.

Segundo ele, o país tem papel de destaque nesse setor. “Mas ainda nos falta aprimorar o fluxo de recursos genéticos, regulamentar o Protocolo de Nagoia 2010 – metas para garantir a sobrevivência da riqueza biológica – e dar visibilidade às ações que desenvolvemos”, afirmou. “Temos base de conhecimento sólida, instituições de pesquisa confiáveis, um clima que permite agricultura o ano todo, capacidade de energia eólica e de biomassa que podem substituir a energia suja do petróleo. Diante disso, é de interesse de muitos países desenvolvidos que o Brasil não avance em seu protagonismo”, alertou.

O ajuste fiscal, no entender de Lopes, não vai conter a escalada brasileira. “Não podemos nos agarrar a circunstâncias. Precisamos de planos e estratégias. Com isso, aproveitando a boa imagem do Brasil, e com projetos críveis, vou à luta por financiamentos internacionais. Há espaço para fortalecer a competitividade.” A única preocupação dele é a perda de cérebros. “A crise pode provocar a saída do país de técnicos altamente especializados em busca de oportunidades”, disse. Ele destacou ainda a participação do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, no encontro. “Um sinal de comprometimento que está sendo bem recebido.”


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