Valor Econômico

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Chamada de capa – Demissões na Eletrobras devem custar R$ 2,5 bi:

A Eletrobras vai gastar R$ 2,5 bilhões em planos de demissão voluntária e de incentivo à aposentadoria, com os quais pretende reduzir em 5 mil o número de empregados. Com a previsão de desligamento de outros 6 mil funcionários das distribuidoras que deverão ser vendidas neste ano, a estatal reduzirá seu efetivo de 23 mil para 12 mil pessoas.

Os planos de desligamento e aposentadoria incentivados precisam ser aprovados pelo Ministério do Planejamento, mas espera-se um custo de R$ 500 mil por funcionário desligado. Em contrapartida, a folha será reduzida em R$ 1,7 bilhão por ano, com economia de mais R$ 200 milhões anuais em racionalização do espaço de trabalho e gratificações.

A expectativa é que 50% dos cerca de 5 mil funcionários que preenchem as condições necessárias para a aposentadoria, seja por idade ou tempo de serviço, se candidatem ao PDV. Outros 2,5 mil postos de trabalho seriam extintos com o plano de incentivo às demissões.

A redução do quadro de funcionários está prevista no plano de negócios 2017/21 da Eletrobras. A meta é cortar custos operacionais em 28%, reduzir endividamento – o que passa pela venda de ativos de R$ 4,6 bilhões prevista para 2017 – e melhorar a governança, com a eliminação das “fraquezas” do balanço financeiro, afirmou ao Valor o presidente da empresa, Wilson Ferreira Jr.

A estatal quer “carimbar” os recursos relativos a indenizações por investimentos em ativos antigos de transmissão ainda não amortizados previstos para entrar no caixa da empresa, nos próximos oito anos, no total de cerca de R$ 17,7 bilhões. Por se tratar de recursos temporários, o objetivo é destinar esse montante para investimentos futuros, após a companhia atingir o equilíbrio econômico-financeiro.

Isso significa que a Eletrobras não vai considerar as indenizações para atingir a meta de redução do endividamento (medido pela relação dívida líquida/Ebitda), de 8,7 vezes, em setembro de 2016, para 4 vezes no fim de 2017. Para isso, conta com a privatização das seis distribuidoras integrais do grupo no último trimestre, exercício de “tag along” (extensão do prêmio de controle a minoritários) nos empreendimentos em que tem participação, alienação de imóveis administrativos e venda de projetos eólicos ou de transmissão de suas subsidiárias.


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