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Meta do BNDES é ir de R$ 4 bi para R$ 10 bi de debêntures em 2 anos (Mercado Aberto – Maria Cristina Frias):

“A meta do BNDES é passar de R$ 4 bilhões para R$ 10 bilhões o volume de debêntures (corporativas e de projetos de infraestrutura) em dois anos”, diz Eliane Lustosa, diretora da área de mercado de capitais do banco.

“Estamos avançando na estruturação de debêntures nas novas concessões e em fundos de infraestrutura. As debêntures estão na carteira do banco e agora vamos colocar no mercado.”

Hoje, o banco de tem em seu portfólio cerca de R$ 2 bilhões de debêntures de infraestrutura, segundo Lustosa.

Outra decisão da gestão da presidente Maria Sílvia Bastos Marques é que nenhum diretor do banco participa mais de conselhos das empresas da carteira do BNDESPar (subsidiária de participações
societárias).

Ainda há alguns representantes, mas o banco buscanão ter mais funcionários do banco nos conselhos.

“O banco é um importante credor, financiador, o que cria conflito de interesse.”

O BNDES anunciou recentemente que vai reduzir a concessão de TJLP, e com isso, abriu espaço para o mercado, afirma a diretora.

O BNDESPar poderá ocupar esse espaço com debêntures de infraestrutura.

“No fundo o banco poderá ficar com o mesmo percentual de dívida, mas para nós faz muita diferença a forma com que a gente investe. A diferença é que entramos com instrumento que pode ajudar a trazer
de volta o mercado.”

O banco quer atuar em falhas do mercado, como falta padronização, ratings.

Na área de concessões, o banco está fazendo “uma revolução”, diz.

“Quando o BNDES fazia sozinho, tinha mais conforto em relação ao que pedia de fianças, cláusulas contratuais. Agora tem de compartilhar com outros participantes, bancos públicos, com o PPI e o
mercado.”

BNDESPar

Sobre o desinvestimento, Lustosa, não adiantou detalhes do que pode mudar na carteira de participações.

“Somos investidores de longo prazo. Estamos definindo quais são os atributos para entrar em um projeto: tem de gerar benefício para a sociedade, melhorar o mercado de capitais, apoiar projetos de
infraestrutura. E acompanhar os resultados. Analisamos o valor justo da empresa e a liquidez da empresa”, diz.

“A eventual saída é quando não temos mais papel ali dentro, como se ela já está no mercado de capitais e tiver liquidez. Temos tranquilidade de esperar quando não se encontra o preço justo.”

Algumas estão em processo de redução de participação ou de venda total. Já foram vendidos mais de R$ 2 bilhões em participações acionárias.

INFRAESTRUTURA

Além de um fundo de energia sustentável de R$ 500 milhões (leia ao lado), o BNDES estuda ainda com o Banco Mundial uma linha de US$ 500 milhões para aplicar em projetos de debêntures de
infraestrutura também, mas não necessariamente de energia renovável.

“Estamos estruturando de uma forma para que tenha um rating comparável às NTNBs. O foco são os fundos de pensão, que hoje estão colocando tudo nesses títulos do Tesouro Nacional para fazer o
casamento de ativo e passivo porque são de longo prazo.”


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