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Indústrias de energia solar e eólica paralisam investimentos neste ano (Mercado Aberto – Maria Cristina Frias):

Empresas do setor de energia eólica e solar congelaram seus planos de investimento desde dezembro do ano passado, quando um leilão de reserva do setor foi cancelado às vésperas de sua realização.

A chinesa BYD aguarda um novo certame para investir entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões na expansão de sua fábrica de painéis solares em Campinas (SP), afirma o diretor Adalberto Maluf.

“As empresas ganhadoras são nosso grande foco. O cancelamento frustrou, mas acreditamos que até o fim deste ano haverá um leilão.”

Para a Pacific Hydro, que acaba de ser comprada pela Spic (State Power Investment Corporation), os planos de expansão no país são de longo prazo e não foram afetados, segundo a presidente no Brasil, Adriana Waltrick.

A empresa já tem terreno comprado e licenciamento ambiental aprovado para dois parques eólicos, que deverão somar 250 megawatts. O investimento não foi aberto, mas a média de aporte por megawatt é de R$ 6 milhões.

A geração distribuída tem compensado em parte a falta de leilões, diz Orestes Gonçalves Junior, sócio da Sunlution. “Houve um vazio de demanda desde dezembro. Temos buscado contratos de geração em fazendas e no setor de saneamento básico.”

A demanda, porém, não justifica grandes aportes, segundo Bernardo Scudiere, sócio da SGP Solar, que hoje importa todos os equipamentos. “Nosso plano de construir uma fábrica no Brasil depende da realização de leilões.”

Por que o leilão foi cancelado?
Com a crise, a expectativa de consumo caiu. A carga que seria contratada no leilão (entregue a partir de 2019) não seria necessária

O que diz a indústria?
Não foram previstos fatores climáticos que reduzem a geração hidrelétrica. Fontes renováveis são mais baratas que as térmicas –em geral acionadas quando necessário

Fonte: CCEE e Absolar


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