Author Archives: A&C

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Correio Braziliense

Category : Notícias

Eletrobras volta a ser negociada em NY:

Os papéis da Eletrobras voltarão a ser negociados hoje na Bolsa de Valores de Nova York, após a companhia ter entregado à entidade os balanços financeiros atrasados de 2014 e 2015. Os documentos informam que, vítima de corrupção, a estatal teve perdas de R$ 300 milhões com o pagamento de propinas em contratos de projetos e obras no setor elétrico. Os ADS (American Depositary Share), representativos das ações da empresa, tiveram a negociação suspensa em maio e estavam sob ameaça de serem excluídos da bolsa. As investigações tiveram início em 2015, a partir de denúncias que envolveram a usina de Angra 3 como na operação Lava-Jato.


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Veja

Category : Notícias

No meu governo?:

A polícia abre o primeiro inquérito na Lava-Jato para investigar a corrupção na Petrobras na era FHC, mas os suspeitos são os mesmos de sempre

DEPOIS DE mais de dois anos de investigações, a Lava-Jato avançou pela primeira vez sobre o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o pagamento de propinas na estatal entre 1999 e 2001, que foi delatado no fim do ano passado por Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras. Cerveró admitiu ter recebido 700 000 dólares na Suíça pelo esquema, cujo principal beneficiário seria o ex-senador Delcídio do Amaral, seu chefe naquela ocasião. Como diretor de Óleo e Gás da Petrobras, Delcídio teria levado 10 milhões de dólares.

Na época, o país enfrentava a crise do “apagão”, e o governo foi obrigado a erguer usinas termelétricas de emergência para compensar a queda na produção de energia provocada pela seca. A propina foi paga, afirmou Cerveró, para a aquisição de turbinas da Alstom (depois comprada pela General Electric) sem licitação. A falcatrua teria sido relatada a Cerveró por um representante da própria multinacional, Afonso Pinto Guimarães, que ofereceu a ele uma parte do bolo da corrupção comandado por Delcídio.

Em sua delação, Delcídio nada disse sobre essa propina. Mas revelou os bastidores de sua indicação. Ele chegou ao posto por influência do PMDB, que estava insatisfeito com a distribuição de cargos e havia tentado emplacar Moreira Franco em uma diretoria da estatal. A indicação foi rejeitada por Fernando Henrique, que, no entanto, aprovou o nome de Delcídio, engenheiro de formação e ex-secretário do Ministério de Minas e Energia. Em novembro do ano passado, Delcídio chegou a ser preso pela Lava-Jato por tentativa de facilitar a fuga de Cerveró e evitar sua delação. Como se vê, ele tinha todos os motivos para manter Cerveró calado. Ao comentar o caso, Fernando Flenrique defendeu a investigação das denúncias.


Valor Econômico

Category : Notícias

Alteração gradual e com consulta pública agrada agentes do setor elétrico:

A iniciativa do Ministério de Minas e Energia de colocar em consulta pública as mudanças na metodologia do Preço da Liquidação das Diferenças (PLD) foi bem recebida pelo mercado, por dar um prazo para que as empresas ajustem suas posições no mercado à vista de energia.

Segundo o cronograma estabelecido, o modelo atual de cálculo do preço será mantido em um primeiro momento, mas serão reavaliados os parâmetros de aversão ao risco, disse Roberto Castro, conselheiro da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Essa mudança deve entrar em vigor apenas em maio de 2017, depois do período chuvoso, pois os agentes já definiram as estratégias de alocação de energia para os próximos meses. “Na prática, deve resultar em uma precificação mais próxima da realidade da operação do sistema”, disse Castro.

Ao longo de 2017, será estudada uma mudança do modelo atual (CVaR, valor condicionado em risco) com a implementação do Superfície de Aversão ao Risco (SAR). Essa alteração só deve entrar em vigor em 2018.

“Já estamos no fim de 2016. Tem muita gente com posição fechada para 2017, então é muito mais transparente e correta se tudo for feito com mais conversas e cautela”, afirmou Reinaldo Ribas, gerente de gestão de clientes do grupo Delta Energia.

Segundo Castro, a mudança prevista para 2018 é muito mais estrutural, por isso precisa da consulta ao setor. “Temos a intenção de que isso seja discutido de maneira muito ampla antes de ser tomada uma decisão”, disse.

Embora considere que a medida seja positiva do ponto de vista técnico, o diretor técnico da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), Alexandre Lopes, destacou que é importante haver uma definição clara e rápida, pois a incerteza com relação ao funcionamento dos modelos no futuro afeta a negociação de contratos de energia para os próximos anos no mercado livre.

“O mercado ficou travado nas últimas semanas, últimos meses, esperando uma definição do governo em relação ao CVaR e SAR [parâmetros de risco utilizados nos modelos]”, afirmou.

Marcelo Parodi, sócio-diretor do grupo Compass Energia, compartilha da avaliação do diretor da Abraceel sobre a indefinição dos parâmetros de risco. “Isso traz uma incerteza e uma insegurança regulatória para o mercado. E fica difícil precificar um contrato para o ano que vem”, disse.

Segundo Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel, a decisão do governo de só colocar a primeira alteração do PLD em vigor em maio foi prudente. “Teremos tempo para discutir isso. A decisao vem atender uma demanda dos agentes, que não gostam de ser surpreendidos”, disse.

Pelo cronograma do ministério, a primeira mudança a entrar em vigor, já em janeiro de 2017, será a unificação entre os critérios de planejamento e operação do sistema, igualando as funções de custo do déficit com a utilização de um único patamar já no começo do ano.

Além do ministério e da CCEE, também participam da Comissão Permanente Para Análise de Metodologias e Programas Computacionais do Setor Elétrico (CPAMP) o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Agência nacional de Energia Elétrica (Aneel).