Author Archives: A&C

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DCI (SP)

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Chamada de Capa – Investimento continua baixo em equipamentos:

A indústria de máquinas e equipamentos deve sofrer com os baixos investimentos do setor elétrico em 2017. O DCI apurou que a demanda no curto prazo ainda prejudicará os projetos, ao mesmo tempo em que novas projeções dependem de anúncios do governo. O consumo de energia, ainda deprimido pela crise, deve impactar projetos com entrada prevista para o curto prazo


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Valor Econômico

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Chamada de capa – Angra 3 quer aumento de tarifa para retomar obras:

A Eletronuclear busca com o governo um reajuste na tarifa de energia da usina nuclear de Angra 3, para reequilibrar o projeto do ponto de vista econômico-financeiro. Isso permitiria a retomada das obras, que estão paradas desde setembro de 2015 por falta de pagamento e irregularidades em contratos com empreiteiras no âmbito da “Lava-Jato” – a quem a empresa pretende cobrar indenizações.

O objetivo, segundo o presidente da companhia, Bruno Barretto, é iniciar a operação em dezembro de 2022. A tarifa de Angra 3, atualizada a valores de junho de 2016, está em R$ 222,18 por megawatt-hora, nível inferior aos de Angra 1 e 2, de R$ 224/MWh.


O Globo

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Perspectiva positiva para a Bolsa, com ajuda da Selic:

Retomada da economia será lenta, mas analistas já veem Ibovespa aos 75 mil pontos no fim do ano

“A queda da Selic vai se refletir no resultado das empresas ao longo do ano. Não veremos lucros excepcionais, mas crescentes” Marco Saravalle Analista da XP Investimentos

Analistas, como Roberto Padovani (foto), enxergam boas perspectivas para a Bovespa em cenário de juro baixo -SÃO PAULO- Os sinais de retomada da economia mostram que ela se dará a passos lentos, mas, ainda assim, os analistas estão confiantes de que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terá um desempenho positivo este ano. A aceleração da queda da taxa básica de juros (Selic), na semana passada — o Banco Central (BC) fez um corte de 0,75 ponto, para 13% ao ano —, corrobora essa expectativa. Entre os mais otimistas, a aposta é que o índice de referência chegará aos 75 mil pontos em dezembro, o que seria a maior pontuação do Ibovespa em seus quase 50 anos de história. Sua valorização, nesse caso, atingiria quase 25% — abaixo dos 38,9% registrados em 2016, mas ainda assim um avanço significativo.

No cenário interno, contribuem para essa expectativa a trajetória de redução da Taxa Selic, a possibilidade de novas concessões e um ambiente de maior confiança. Esses fatores devem abrir espaço para o crescimento do lucro das empresas e, consequentemente, para a valorização dos papéis negociados em Bolsa.
Para André Carvalho, chefe da área de análise do Bradesco BBI, nem mesmo a turbulência externa, com a chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, e as incertezas políticas no Brasil estão conseguindo frear esse bom humor. No entanto, ele recomenda que o investidor seja bastante seletivo ao colocar dinheiro na Em resumo, será um ano de valorização, mas restrito a determinados papéis.

— Acreditamos que o Ibovespa pode chegar perto dos 73 mil pontos em 2017, o que é uma valorização em torno de 25%, e que a taxa de juro média vai cair. Ou seja, será possível conquistar um rendimento bem superior ao da renda fixa. Mas há risco, e o investidor precisa ser bastante seletivo na escolha de sua carteira — avalia. RECURSOS ESTRANGEIROS Da carteira do Bradesco para o ano, Carvalho destaca as empresas que ganham com a queda de juros, uma vez que a Selic deve ter uma redução expressiva e, inclusive, voltar para a casa de um dígito. Entre elas estão a Transmissão Paulista, Cesp e Copel. As estatais que estão passando por um enxugamento de despesas também podem ter uma recuperação de preços, como Petrobras e Banco do Brasil. Ainda entre as prediletas do banco, estão a exportadora Klabin, a Raia Drogasil e a BM&FBovespa.

A queda dos juros é um fator que beneficia de forma direta e indireta os negócios na Bolsa de Valores. Primeiramente, com uma Taxa Selic mais baixa, o investidor começa a ficar mais propenso a tomar risco, sentindo-se mais confortável em migrar parte de suas aplicações para a renda variável. Mais gente na Bolsa significa valorização dos papéis. O segundo ponto é o endividamento das empresas. Muitas têm empréstimos elevados e atrelados à variação da Selic. Se a taxa cai, cai a despesa fimular nanceira e aumenta o lucro, o que justifica o investimentos nesses papéis.

— Estamos otimistas. Já temos alguma sinalização de crescimento na economia e vemos uma redução da alavancagem das empresas. A queda da Selic vai se refletir no resultado das empresas ao longo do ano. Não veremos lucros excepcionais, mas crescentes — afirma Marco Saravalle, analista da XP Investimentos.
André Rosenblit, diretor de mercado de capitais do Santander, é um dos mais otimistas com a Bolsa neste ano. Do lado externo, ele vê uma liquidez abundante de recursos, ou seja, os estrangeiros estarão interessados em colocar o dinheiro aqui. Internamente, a redução dos juros pode estiBolsa. mais pessoas a apostarem na renda variável.

— Nos países emergentes, cerca de 5% da população investe na Bolsa, mas no Brasil isso chega a 400 mil pessoas físicas, 0,2% da população, o que é muito baixo. Isso é compreensível por causa dos juros elevados, mas a queda deve ser alta, o que torna a Bolsa mais atraente — diz Rosenblit, acrescentando que, para cada um ponto percentual de corte na Selic, a bolsa tende a subir entre 8% e 10%. — Achamos que a Bolsa pode atingir 75 mil pontos até dezembro.
Entre os papéis que ele destaca estão Banco do Brasil, Bradesco e BM&F Bovespa.

— O BB tem um potencial grande devido ao corte de custos. No caso do Bradesco acreditamos que o mercado ainda não colocou no preço do papel os benefícios com a compra do HSBC Brasil. O mesmo com a BM&FBovespa, em que apostamos em ganhos de sinergia com a Cetip — explica Rosenblit, citando Hypermarcas, Taesa, Sabesp, Cosan e Metal Leve como outras ações que devem ter um forte desempenho ao longo de 2017.

RISCO POLÍTICO NO RADAR
O economista-chefe do Banco Votorantim, Roberto Padovani, também vê uma forte relação entre queda dos juros e alta da Bolsa. Com isso, devem sair na frente as empresas que se beneficiam com uma Selic menor, como as do setor de energia, as administradoras de shopping center e as concessionárias de rodovias. Em um segundo grupo, as companhias mais endividadas.

— As empresas de varejo se beneficiam menos da taxa de juros porque estão mais atreladas ao ciclo econômico. Elas até capturam a queda da inflação e dos juros, mas o desemprego ainda está em alta, e isso não favorece o consumo — afirma Padovani.

Apesar do otimismo, ele vê uma série de riscos associados à economia brasileira, que podem prejudicar o ciclo de alta da Bolsa. O principal é o risco político. O Votorantim estima que o Ibovespa chegue ao fim de dezembro aos 65 mil pontos, ou seja, perto do patamar atual.

Já para a Spinelli Corretora, o Ibovespa pode fechar 2017 aos 71 mil pontos. A carteira recomendada conta com 12 papéis, entre eles Itaú Unibanco, Braskem, Petrobras, BM&FBovespa, Grendene e Eztec.

— A curto prazo, o mercado imobiliário não se recupera. Mas, no decorrer do ano, provavelmente mais para o fim de 2017, pode haver uma recuperação, por isso colocamos uma empresa do setor na carteira. Achamos a Eztec, apesar de toda a retração nesse segmento, uma empresa interessante — afirma Samuel Torres, analista da Spinelli.

No dia seguinte à decisão do Copom, as ações do setor imobiliário tiveram forte alta, já que, com juros menores, o financiamento da casa própria pode voltar a caber no bolso do consumidor. Na ocasião, a Eztec subiu 3,35%. Já a Gafisa saltou 7,55%, enquanto a Cyrela teve alta de 2,99%.


O Estado de S. Paulo

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Brookfield avança com Lava Jato e ‘pechinchas’:

Após arrematar negócios de peso e somar R$ 60 bi sob gestão no País, fundo canadense vira destino de grupos que precisam vender ativos

As aquisições bilionárias feitas nos últimos anos no Brasil fizeram da Brookfield um dos principais destinos de grupos que precisam se desfazer de ativos. Tem sido na porta da gestora canadense que dezenas de empresas em dificuldade financeira batem todos os meses para tentar fazer negócio e reforçar seus caixas. Por ora, a gestora não tem decepcionado os vendedores. Com um time de executivos gabaritado para aquisições, a empresa tem aproveitado as “pechinchas” do Brasil em crise para ampliar sua base no País.

Em 2016, a gestora foi uma das protagonistas no fechamento de negócios, ao lado da chinesa State Grid, que comprou a CPFL. A canadense desembolsou cerca de R$ 20 bilhões para comprar empresas que foram colocadas à venda no susto, sobretudo por causa da Operação Lava Jato, que investiga corrupção em contratos da Petrobrás. A crise econômica que assola o País também criou boas oportunidades para a empresa, cujo portfólio global é de US$ 250 bilhões de ativos.

“A gestora analisa todo mês propostas que chegam à mesa”, diz uma fonte a par do assunto. Algumas delas são garimpadas pelos executivos da Brookfield.
Outras são oferecidas por bancos e pelos próprios donos das empresas, que precisam de dinheiro para honrar outros compromissos. A análise dessas propostas passa por um pente-fino rigoroso dos ativos.

No Brasil, esse trabalho é feito por um pelotão de executivos comandados pelo carioca Luiz Ildefonso Simões Lopes, presidente da gestora no País e único brasileiro entre os 18 gestores seniores do fundo. “Os executivos da Brookfield entram na negociação com muitos detalhes e conhecimento do ativo. Se há interesse, assumem o risco”, diz uma fonte que já intermediou uma aquisição para o fundo.
Apesar do movimento agressivo no último ano, a gestora é velha conhecida do Brasil. Desembarcou no final do século 19 para explorar oportunidades criadas pela frágil infraestrutura do País. Chegou por aqui ao criar uma companhia de bonde e de iluminação (que deu origem à Light) e nunca mais saiu. Hoje está presente em todos os ramos da infraestrutura – em porcos, ferrovias, rodovias e saneamento – e de outros setores.

“O grande supermercado que virou o Brasil pode ser dividido em dois: os chineses com uma sacolinha de um lado e a Brookfield do outro”, diz o diretor sênior da agência de classificação de risco Fitch Ratings, Mauro Storino. Nos últimos dois anos, com a recessão e queda no valor dos ativos brasileiros, a gestora não perdeu tempo e fez pesadas aquisições.

Compras. Entre elas, o gasoduto NTS, que pertencia à Petrobrás, por US$ 5,2 bilhões; e 70% da Odebrecht Ambiental. Também se comprometeu em participar de projetos bilionários para expansão de linhas de transmissão de energia com a espanhola ACS. Com esses negócios, o portfólio da Brookfield no País saltou de R$ 41 bilhões para R$ 61 bilhões. E não deve parar por aí.
No radar ainda estão negócios de empresas encrencadas na Lava Jato, como a Odebrecht – que vendeu ano passado concessões no Peru (Rutas de Lima e Projeto Olmos) para a gestora. A Brookfield também avalia uma fatia de um gasoduto do grupo baiano no Peru e mais ativos da Petrobrás.

Fontes afirmam que todo mês a gestora e a petroleira sentam para conversar. Em 2016, a companhia chegou a analisar a BR Distribuidora. A petroquímica Braskem, na qual a estatal é sócia junto com a Odebrecht, também ainda estaria nos planos da Brookfield. Mas as restrições impostas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) à venda de ativos da petroleira suspenderam as negociações. “As conversas são constantes com a Petrobrás, mas é preciso definir os pré-requisitos para novos contratos”, diz uma fonte.

Recentemente, a gestora avaliou parques eólicos da Renova (vendidos à AES) e da Queiroz Galvão, além da BR-153 da Galvão Engenharia. “Ativos de energia e concessão interessam à companhia. Depende de oportunidade e preço”, afirma a fonte.

Apesar do forte apetite, o escrutínio é rigoroso. Na compra da Odebrecht Ambiental, por exemplo, foram meses e meses de auditoria feita por executivos canadenses. O fechamento do negócio depende da homologação do acordo de leniência.

Fontes a par do assunto afirmam que em 2017 a Brookfield estará ainda mais atenta para expandir os seus domínios. Procurada, a empresa não comentou.

Expansão na crise

R$ 9,7 bi foi a receita líquida da Brookfield registrada em 2015 com seus negócios em operação no País

R$ 20 bi foi o valor aproximado que a gestora desembolsou em 2016 para fazer aquisições no Brasil. Em 2015, foram R$ 5 bilhões


DCI (SP)

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Chamada de Capa – Migração menor não inibe as comercializadoras:

A desaceleração no ritmo de migrações para o mercado livre está no radar das comercializadoras de energia elétrica desde 2016, quando as tarifas cativas começaram a recuar. Mas mesmo assim o segmento continua atrativo.