Projeção da empresa de consultoria era de um deságio da ordem de 15%
A Andrade & Canellas não tinha projetado um cenário de preço como o verificado no final do leilão de energia nova A-3, realizado nesta quinta-feira, 26 de agosto. Segundo Ricardo Savoia, consultor do Núcleo de Estudos Econômicos e Financeiros da Andrade & Canellas, como a demanda do leilão era muito reduzida, em relação à oferta total, prevaleceram no certame as 50 usinas que possuíam fator de capacidade mais elevado, que puderam competir no nível de preço do final do leilão. A projeção da empresa de consultoria era de um deságio da ordem de 15%.
Os preços-teto começaram em R$ 155,00 por MWh para os produtos na modalidade quantidade e em R$ 167,00 por MWh para os que estavam na modalidade disponibilidade, como foi o caso das eólicas. "Não tínhamos cenário de preços tão baixo para eólicas", disse Savoia à Agência CanalEnergia. O leilão encerrou com negociação de 714 MWmed. Em termos de capacidade instalada, foram habilitados 10.415 MW, dos quais 320 eram eólicas, 33 a biomassa e 15 PCHs. Pelos cálculos da Andrade & Canellas, cerca de 12% da oferta eólica foi contratada, considerando que 643 MWmed da fonte fecharam negócio.
Savoia destacou que o fator de capacidade médio das eólicas que estavam habilitadas a participar do leilão era inferior à media do fator de capacidade das 50 usinas que efetivaram contratação. O preço médio do leilão ficou em R$ 134,23 e as eólicas negociaram energia numa faixa entre R$ 130 por MWh e R$ 138 por MWh.
Para a terceira fase do leilão de reserva, a Andrade & Canellas avalia que os deságios sejam elevados, já que os projetos com maior fator de capacidade já negociaram energia no A-3, mas talvez não no mesmo patamar de preços do certame.
Fonte: Canal Energia – 27/08/10